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​Inscrições abertas para 2.380 vagas em cursos EAD do Ifal

​Inscrições abertas para 2.380 vagas em cursos EAD do Ifal

O Instituto Federal de Alagoas – Ifal inicia as inscrições, nesta segunda-feira (04/05), para pessoas interessadas em ingressar nos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), na modalidade a distância, ofertados pela instituição. São 2.380 vagas disponíveis em diversas áreas, com previsão de início das aulas para 25 de maio de 2020. As inscrições são gratuitas e encerram no dia 14 de maio, pelo endereço fic.ifal.edu.br/selecao.

De acordo com a pró-reitora de Ensino da instituição, Cledilma Costa, a iniciativa de usar as plataformas tecnológicas para disponibilizar cursos gratuitos totalmente on-line é voltada a atender a necessidade de afastamento social. “O objetivo é minimizar os prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus e aproveitar esse período para proporcionar formação profissional de qualidade para as pessoas que estão em casa”, define.

Para efetivar a inscrição, é necessário possuir e-mail válido, estar logado em uma conta Google, ter em mãos número do RG e CPF e responder todas as perguntas do formulário eletrônico. No ato da inscrição, o candidato deve possuir escolaridade e idade mínima exigidas pelo curso de sua escolha. Será possível informar até três opções de cursos, estabelecendo a ordem de prioridade entre elas, mas cada inscrito será convocado para participar de apenas um curso.

A seleção de candidatos para as vagas será feita por sorteio eletrônico, no dia 15 de maio. Também será sorteado um quantitativo de inscritos para compor o cadastro de reserva. A divulgação da lista de selecionados está prevista para 18 de maio, no endereço fic.ifal.edu.br/selecao.

Os cursos ofertados têm carga horária entre 160h e 300 h. Há capacitações para atividades profissionais como almoxarife, programador web, auxiliar em nutrição e dietética, produtor de licores e artista circense. Para a maioria da oferta, a exigência é de ensino fundamental II completo. Apenas os cursos de auxiliar pedagógico, assistente de dramaturgia e sommelier exigem ensino médio completo.

Acesse o edital completo para mais informações. Para conhecer o perfil dos cursos ofertados, clique neste link.


​Ufal recebe certificação para realizar testes de covid-19

​Ufal recebe certificação para realizar testes de covid-19

Após várias tratativas, a Universidade Federal de Alagoas está, agora, certificada para ajudar o Governo do Estado no apoio à realização de testes de diagnóstico da covid-19. Um dos equipamentos do Laboratório de Inovação Farmacológica (Laif), do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), recebeu a certificação pelo Laboratório Central (Lacen) e já está executando o trabalho.

“O Laif recebe as amostras do Lacen, já com o material genético extraído. Na sequência, montamos as placas de RT-PCR e colocamos para ‘correr’ no equipamento. Os resultados são enviados ao Lacen, que os analisa e divulga”, explicou o professor Marcelo Duzzioni, que está à frente da equipe da Ufal nessa missão.

A moderna máquina habilitada para os testes é a QuantStudio 3 Real-Time PCR Systems, da Thermo Fisher e está fazendo 90 testes por dia, condicionada ao material fornecido pelo Lacen. Mas, segundo Duzzioni, a capacidade pode ser aumentada.

“Um dos limitantes no diagnóstico da COVID-19 é o kit fornecido pelo Ministério da Saúde, que permite a realização de 45 amostras por corrida de PCR. Uma alternativa seria a aquisição de outros kits comerciais com capacidade maior de amostras por corrida, podendo chegar a 400 amostras/dia”, ressaltou, explicando que outro fator limitante é a quantidade de amostras extraídas.

Além da certificação do equipamento, o Laboratório Central exigiu treinamento prévio da equipe envolvida, com uma quantidade mínima de horas. Participaram do treinamento quatro professores da Ufal e dois pesquisadores voluntários, sempre acompanhados por técnicos do Laboratório. Mais um servidor da Universidade está em treinamento para reforçar o time.

Realizar testes em larga escala é uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o enfrentamento à disseminação do novo coronavírus. Agora, com o importante trabalho de apoio ao combate à pandemia, o professor da Ufal enfatiza:

“Para chegar a esse momento tão aguardado, de realizar os testes de diagnóstico e colaborar com o estado de Alagoas no enfrentamento da covid-19, eu e toda a equipe envolvida passamos por uma mistura de sentimentos. Estamos cientes da responsabilidade e que a jornada apenas começou”.


​Parceria entre Sesau e Ufal vai dobrar número de testes de covid-19 em Alagoas

​Parceria entre Sesau e Ufal vai dobrar número de testes de covid-19 em Alagoas

O número de testes de covid-19 realizados pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen) vai dobrar nas próximas semanas, saltando de 100 para 200 exames ao dia. Esse salto na realização de testes – que pode alcançar até 250 por dia no período mais crítico da pandemia de coronavírus – se deve a uma parceria selada entre a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que está colocando sua equipe de professores e profissionais da área biomédica e farmacológica para dar mais celeridade na divulgação dos resultados dos pacientes.

Os primeiros testes realizados por meio dessa parceria já começaram a ser divulgados. Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Ayres, essas testagens complementam os de PCR que já são feitos pelo Lacen.

“O nosso diretor do Lacen, Anderson Brandão, é um excelente pesquisador oriundo da universidade federal. Nós temos hoje, em média, 100 testes sendo realizados no Lacen. Iniciamos com um aporte, uma complementação, de 50 testes realizados na Ufal, mas a perspectiva da universidade e dos técnicos é que, já na semana que vem, dobre essa capacidade e passemos a realizar no Lacen 150 testes”, explica. “Estamos falando aí de fazermos, até o final de abril, em torno de 200 a 250 testes por PCR aqui em Alagoas. É um crescimento grande”, completa o secretário.

A Ufal disponibilizou alguns equipamentos, a exemplo do Real Time PCR e uma centrífuga refrigerada, necessários para a realização dos testes da covid-19. Também está auxiliando na busca por kits de detecção por PCR, cada vez mais escassos no mercado. O coordenador do Laboratório de Inovação Farmacológica (Laif) da Ufal e um dos voluntários, professor Marcelo Duzzioni, revela que um dos problemas enfrentados pelo Lacen Alagoas – assim como ocorre em muitos estados e municípios – é a grande quantidade de amostras que precisam ser analisadas.

“Por isso, a instituição selecionou servidores com experiência na manipulação de equipamentos de análises clínicas para ajudar”, conta o pesquisador, que diz ainda que o Laif vai ajudar na rotina diária com acompanhamento das normas de biossegurança e transporte adequado das amostras. “A expectativa é que possamos realizar, no início das atividades, até 200 exames por dia. Juntos, vamos buscar soluções para o enfrentamento do novo coronavírus, em especial nos testes das amostras de pacientes com suspeitas da doença”, destaca Duzzioni.

Novas centrais de triagem

A Secretaria Estadual de Saúde também adquiriu lotes de testes rápidos para dar mais celeridade no atendimento ao público que é encaminhado para a Central de Triagem montada no Ginásio do Sesi, no Trapiche da Barra.

“Nosso objetivo, a partir das próximas semanas, é que a gente possa estruturar novas centrais aqui em Maceió e também no interior do estado, para que a gente aumente o número de testes rápidos a serem realizados”, revela o secretário Alexandre Ayres. “Os testes só podem ser realizados a partir do 7º dia de sintoma. Então, não é toda pessoa que está gripada ou que esteve com alguém que testou positivo [para covid-19] que precisa fazer. A gente sabe que toda a população está sensível e em pânico, mas temos tido a sensibilidade de orientar as pessoas para que os testes não sejam feitos de maneira errônea e tenhamos números subnotificados”, observa.


Confinamento pode estimular leitura, afirmam especialistas

Como as crianças aprendem a ler - Sistema Positivo de Ensino
Confinamento pode estimular leitura, afirmam especialistas

O confinamento doméstico imposto pela pandemia do novo coronavírus é uma excelente oportunidade para aproximar pais e filhos em torno da leitura, esta é visão de especialistas.

A data lembra o nascimento do escritor Monteiro Lobato, respectivamente. Estórias e personagens do escritor brasileiro permitiram a diversas gerações de crianças abrir as portas da imaginação, conhecer o mundo, partilhar experiências, estimular o senso crítico e até superar adversidades, como a de ter de ficar em casa, em distanciamento social, para evitar a propagação uma doença que pode ser fatal.

“Quem lê amplia o olhar, torna-se mais tolerante ao perceber na visão do outro formas de alargar a sua própria visão das coisas. Quem lê, escreve melhor, consegue ter uma percepção mais crítica de tudo”, diz a escritora Alessandra Roscoe, que também desenvolve em Brasília o Projeto Uniduniler para incentivo à leitura, de mulheres grávidas a idosos.

O livro pode ser uma ótima distração para os dias de covid-19, recomenda Sandra Araújo, poetisa e doutora em literaturas de língua portuguesa. “A atividade de leitura pode ser enriquecedora inclusive para preenchimento do tempo, que pode ficar ocioso. Quando contamos estórias, conversando, todo mundo fica encantado”, afirma Sandra.

Para Dianne Melo, fonoaudióloga e especialista em linguagem, o encantamento das letras pode ser uma terapia muito oportuna contra o estresse do presente. “Em um momento como este, em que somos bombardeados com notícias sobre a pandemia, [é bom] ter acesso a livros que nos permitem entrar em contato com outras realidades, fantasias, personagens, elaborar algumas situações e até mesmo nos conectar com outras formas de ver o mundo.”

Livro e afeto

Dianne Melo é coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, que desenvolve com voluntários projetos de leitura para crianças de até 6 anos em pré-escolas de redes públicas. “É maravilhoso ler para as crianças. A carinha delas prestando atenção às histórias não tem preço”, conta Catarina Tomiko Yamaguchi, leitora voluntária em escolas nos bairros do Braz, Mooca e Bom Retiro (na região da Luz, em São Paulo).

“É interessante como as crianças se identificam com as histórias que você vai lá contar”, complementa José Fernandes Alves Santos, que é voluntário no mesmo projeto e periodicamente visita escolas no Jabaquara. Catarina e José Fernandes  sentem-se emocionalmente recompensados pela atividade de ler livros para pequenos nas escolas.

A leitura cativa e provoca afeição entre quem conta  e quem ouve estórias. “Quando o adulto lê em casa, geralmente pega a criança no colo, fica bem perto, lê para a criança dormir. Ele fica muito perto da criança e com a atenção voltada para ela. Isso é o que a criança mais deseja: a atenção dos pais para ela”,ressalta Norma Lúcia Neris de Queiroz, professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.

A fonoaudióloga Dianne Melo destaca também a oportunidade dos pais de usufruir desse momento, conhecendo melhor a criança, identificando seus gostos, medos e aflições.

“Ler com as crianças é um ato de afeto. A leitura abre as portas da imaginação, estmula a linguagem e a expressão próprias da criança e, no caso da leitura partilhada, em família, é também uma forma de se estabelecer um vínculo”, testemunha Alessandra Roscoe, mãe de três filhos com diferentes idades.

“Aqui em casa, até jogos são criados a partir das leituras. Inventamos personagens e enredos que um começa e outro termina”, diz.

Leitura e internet

A escritora assinala que é possível cultivar o gosto pela leitura aproveitando as possibilidades abertas pela tecnologia da informação. “Muita gente resolveu ler para crianças e adultos em vídeos e intervenções ao vivo pelas redes sociais. Alguns autores, mais talentosos com os novos meios, estão animando os próprios poemas e livros”, comenta a autora.

Para a poetisa Sandra Araújo, há interface entre livros e jogos eletrônicos na internet ou em dispositivos sem conexão. “Nos jogos tem narrativas contadas ali. O encadeamento das ideias, como o jogo é organizado, desperta o interesse das crianças e desenvolve habilidades. Há um universo de estórias que dialogam e se relacionam com jogos. Há livros que falam dos personagens dos jogos, e isso, de alguma forma, pode estimular a leitura das crianças.”

A disponibilidade dos recursos trazidos pela internet e dos aparelhos eletrônicos reforça a necessidade de as famílias lerem precocemente para suas crianças, opina a pedagoga Norma Lúcia. “As famílias têm de começar bem cedo com o livro. As crianças maiores têm lido também nos tablets, computadores e outros. Quando  já desenvolveram o gosto [pela leitura], as crianças leem em todos os ambientes, inclusive os livros indicados pela escola.”

Além de ler desde tenra idade, os pais precisam dar exemplo. “A criança tende a imitar o comportamento dos pais. Se os pais ficarem o dia todo no celular, certamente esse dispositivo terá maior apelo para a criança”, pondera Dianne Melo, que recomenda manter sempre por perto um livro para que as crianças tenham acesso.

“Podemos e devemos usufruir dessas ferramentas, ainda mais em tempos de isolamento, mas tudo deve ser dosado, como qualquer outra atividade. O importante é que o livro físico também tenha espaço nessa rotina. Que todos possam ter um tempo para manusear.”

A dosagem das atividades também é prescrita por Sandra Araújo, que recomenda a negociação com os filhos para que tenham disciplina e “não leiam por hábito, e sim por vício. Vício é aquilo que toma conta da gente, que não conseguimos dominar”, finaliza citando o escritor carioca Alberto Mussa.


Ministro diz que governo recorrerá de decisão sobre adiamento do Enem

Ministro diz que governo recorrerá de decisão sobre adiamento do Enem

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou sua conta no Twitter para informar que o governo federal vai recorrer da decisão judicial que determina o adiamento da realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em função dos impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Em sua sentença, a juíza Marisa Claudia Gonçalves Cucio, da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo, acolheu os argumentos apresentados pela Defensoria Pública da União (DPU) em ação civil pública, determinando que a União e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não só “procedam à adequação do calendário e do cronograma do Enem à realidade do atual ano letivo”, como estendam por mais 15 dias o prazo para solicitação da isenção da taxa de inscrição do Enem e de apresentação da justificativa de ausência no exame de 2019.

“Vamos recorrer”, escreveu Weintraub ao ser perguntado sobre o assunto em sua conta pessoal no microblog. “O Brasil não pode parar! Mais de 3.200.000 de brasileiros solicitaram isenção na taxa do Enem 2020 (para não pagar para fazer o exame). 70% fez o pedido pelo celular (smartphone). Mais de 2.100.000 dos pedidos já foram analisados e concedidos! Vai ter Enem!”, afirmou o ministro, lembrando que, também em 2019, a pasta teve que responder a questionamentos jurídicos que tentavam suspender ou adiar o Enem.

Inep

Em outra rede social, pouco antes da decisão da juíza se tornar pública, o ministro divulgou um vídeo com o presidente do Inep, Alexandre Lopes. Nele, Weintraub diz que, devido ao novo coronavírus, “alguns governadores paralisaram completamente as atividades” em seus estados, “e podem ter prejudicado alunos que têm direito à gratuidade”. No entanto, segundo o ministro, estes casos serão “resolvidos por ofício”. “Nós iremos atender todo mundo que tem direito a ter a gratuidade do Enem. Não se preocupem. Se concentrem em que, no fim do ano, lá no último trimestre, vocês vão fazer a prova do Enem”.

De acordo com Lopes, os alunos que não conseguiram pedir a isenção antes do fim do prazo ontem (17) e que façam jus ao benefício, serão contemplados ao se inscreverem para fazer a prova. “Você que não conseguiu fazer o pedido de isenção: quando chegar o período de inscrição, de 11 a 22 de maio, vai fazer sua inscrição e, sem você fazer nenhum tipo de pedido, nós vamos te dar a gratuidade”, garantiu Lopes, sem fornecer mais detalhes sobre a proposta. De acordo com ele, até aquele momento, apenas 1 milhão de pedidos de gratuidade tinham sido deferidos.

Suspensão das aulas

Ao pedir à Justiça Federal que determine o adiamento da prova, a DPU destacou que a pandemia e o medo de que a doença se espalhe motivou escolas públicas e privadas a suspenderem as aulas presenciais. Para evitar a perda do ano letivo, muitos estabelecimentos optaram por prosseguir com as atividades à distância, usando a tecnologia para adotar o ensino remoto. No entanto, para a DPU, as desigualdades sociais tendem a prejudicar os alunos de baixa renda que não têm acesso à internet e a computadores.

Para a DPU, esses alunos seriam prejudicados não só em relação à aprendizagem, mas também para que entreguem os documentos exigidos nos prazos estabelecidos antes que autoridades de saúde passassem a recomendar o isolamento social como forma de conter a propagação do novo coronavírus, o que levou prefeitos e governadores a decretarem medidas para restringir a circulação da população, como a suspensão das aulas.

Os argumentos da DPU coincidem com o resultado de um levantamento que a plataforma digital Quero Bolsas realizou a partir da análise dos questionários socioeconômicos que o próprio Inep aplicou a estudantes que prestaram o Enem nos últimos cinco anos. Segundo a plataforma, um em cada três destes estudantes (33,5%) não tem acesso à internet e a dispositivos como computador ou celular, não tendo, portanto, acesso a teleaulas ou outros mecanismos de educação a distância (EAD). Apenas 54,81% dos candidatos responderam ter microcomputador e telefone celular e acessar a rede mundial de computadores.

Para a juíza que determinou o adiamento da prova e do prazo para os interessados pedirem isenção da taxa de inscrição, a pandemia de covid-19 e a consequente decretação de estado de calamidade pública geraram “efeitos devastadores na população brasileira de ordem econômica, financeira, social e até mesmo cultural e educacional”, e que, neste contexto, estudantes carentes e de baixa renda podem sequer ter tomado conhecimento do prazo limite para solicitarem a isenção da taxa de inscrição, já que este foi divulgado, segundo a DPU, em 31 de março – ou seja, após as aulas terem sido suspensas em quase todo o país.

“Os alunos da rede pública não estão assistindo as aulas com o conteúdo programático cobrado no Exame Nacional do Ensino Médio, ao contrário de grande parte dos alunos da rede de educação privada, que possuem acesso ao ensino à distância (EAD) e diversas outras ferramentas eletrônicas de aprendizado. Aliás, nem mesmo é possível afirmar que todas as escolas particulares estão disponibilizando aulas por vídeo ou atividades similares uma vez que a pandemia e as normas de isolamento social que determinou o fechamento das instituições de ensino colheu as equipes de docentes despreparadas para esse mister”, ponderou a própria juíza federal Marisa Claudia Gonçalves Cucio.


Inep vai garantir isenção do Enem a quem perdeu prazo de inscrição

Inep vai garantir isenção do Enem a quem perdeu prazo de inscrição

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) garante que nenhum participante do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que tentou a isenção da prova e não conseguiu, mas que cumpre os requisitos da isenção, será prejudicado na prova deste ano. No período de inscrições para o exame o próprio órgão irá, de ofício, garantir a gratuidade. A informação é do presidente do Inep, Alexandre Lopes, em entrevista exclusiva à TV Brasil.

“Nós do Inep vamos garantir essa isenção na inscrição, o aluno não vai precisar pedir. Não terá que fazer nada, nós do Inep vamos garantir que ele tenha esse direito”, destacou. O período de inscrição termina nesta sexta (17/04), às 23h59. Segundo o presidente do Inep, foram garantidos mais de 3 milhões de gratuidades para a prova de 2020 e o resultado dos beneficiados sai no dia 24 de abril.

Estavam aptos a pedir a isenção da taxa de inscrição do Enem estudantes que cursam a última série do ensino médio em 2020 em escola da rede pública, declarada ao Censo da Educação Básica; estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas ou como bolsista integral na rede privada e tenha renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio; e estudantes que estejam em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que requer renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Inovações no Enem 2020

O presidente do Inep reforçou que a prova do Enem está mantida mesmo com a pandemia do novo coronavírus (covid-19) e destacou que neste ano será realizada a primeira edição do Enem digital. As provas do Enem Digital que estavam previstas para ocorrer em 11 e 18 de outubro foram alteradas para os dias 22 e 29 de novembro. As do Enem impresso continuam previstas para 1º e 8 de novembro.

“É muito importante que o aluno saiba que vai ter o Enem. Então o aluno que conta com o Enem como uma forma de acesso à faculdade, aquele aluno mais carente que usa as notas do Enem para ter acesso a bolsas, Fies, Prouni ou para entrar em universidade pública por sistema de cotas, que usam o Enem como instrumento de acesso, esse instrumento vai estar disponibilizado. Vai ter o Enem. É muito importante garantir essa política pública”, disse o presidente.

Cerca de 100 mil alunos vão ter a possibilidade de fazer o Enem digital, que terá o mesmo grau de dificuldade da prova impressa, o que vai garantir que nenhum participante seja prejudicado. Quem fizer a prova digital neste ano ainda fará a redação manuscrita.

Outra novidade do Enem 2020 é a possibilidade do participante com deficiência visual poder utilizar o software que faz a leitura da prova e a presença da fotografia do candidato impressa no caderno de respostas e na tela do computador (no caso do exame digital).

A inscrição para a prova será de 11 a 22 de maio e, por enquanto, não há alteração. “Se houver necessidade vai ter alteração nas datas das provas, como já disse o ministro [da Educação, Abraham Weintraub] mas por enquanto as datas estão mantidas”, afirmou Lopes.

“Vai ter o Enem, então se prepara. Vai estudando, procure aproveitar esse período de quarentena para reforçar os estudos se preparando que vai ter o Enem. É importante não se desmobilizar, não se sentir desmotivado em casa porque está em quarentena”, comentou o presidente do Inep.


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