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Seleção Brasileira elimina o México nos pênaltis e avança à final dos Jogos Olímpicos

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Foi no sufoco, mas o Brasil está de volta a uma final olímpica no futebol masculino. Depois de um 0 a 0 desanimado no tempo normal, a seleção brasileira venceu o México por 4 a 1 nos pênaltis pela semifinal dos Jogos de Tóquio. O goleiro Santos defendeu a cobrança de Eduardo Aguirre e viu Johan Vásquez acertar a trave. Do lado brasileiro, 100% de aproveitamento nas cobranças de Daniel Alves, Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier.

É a terceira final olímpica seguida do Brasil no futebol masculino, que foi prata em 2012 e ouro em 2016. Agora, o time de André Jardine busca um inédito bicampeonato.

Drama e pênaltis

O goleiro Santos defendeu a primeira cobrança na disputa de pênaltis e ajudou o Brasil a passar pelo México nas penalidades por 4 a 1. No tempo regulamentar e na prorrogação, empate de poucas emoções por 0 a 0 em jogo de poucas chances, muitas faltas e dez cartões amarelos.

Nas penalidades máximas, marcaram Daniel Alves, Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier. Os mexicanos Eduardo Aguirre – em defesa de Santos – e Vazquez – trave – desperdiçaram. Rodriguez marcou.

Japão ou Espanha

O sonho do bicampeonato olímpico continua. O Brasil espera o vencedor de Japão e Espanha, que se enfrentam às 8h, em Saitama. A finalíssima está marcada para 8h30, de sábado, em Yokohama.

Os mexicanos vão tentar a segunda medalha olímpica no futebol masculino na disputa do bronze, marcada para sexta-feira, às 8h, contra o derrotado no duelo de logo mais entre japoneses e espanhóis.

Primeiro tempo

Com Paulinho na vaga de Matheus Cunha, que não se recuperou para a partida, a seleção brasileira modificou um pouco o estilo de jogo. Manteve a pressão no campo de defesa do México e conseguiu boas oportunidades até metade da primeira etapa.

A melhor delas em ótima jogada criada de uma ponta à outra até o corta-luz de Claudinho para Guilherme Arana dominar e chutar para defesa de Ochoa. O goleiro mexicano ainda defenderia cobrança de falta de Daniel Alves e chute de Antony.

Sem muita saída, o México encontrou espaços nos erros do Brasil nos minutos finais e por pouco não abriu o placar. Num lance com Romo e outro, dentro da área, de Antuna, em rápido contra-ataque – após erro de Claudinho no meio.

Segundo tempo

A cabeçada de Richarlison na trave aos 36 minutos do segundo tempo salvou uma segunda etapa de pouca criação e muita confusão. Foram cinco cartões amarelos e quase nada de finalizações. Cesar Montes também ameaçou em tentativa de cabeça perto do fim da partida.

Jardine tentou mexer na equipe, com Martinelli (saiu Paulinho) e Reinier (saiu Claudinho), mas os mexicanos se defendiam bem e o nervosismo dos brasileiros já era latente com o empate sem gols.


Abner Teixeira cai na semifinal e fica com a medalha de bronze no boxe

Abner Teixeira cai na semifinal e fica com a medalha de bronze no boxe

O paulista Abner Teixeira vai ficar com a medalha de bronze nas Olimpíadas de Tóquio 2020. O peso pesado (até 91kg) de Santo Amaro-SP foi até as semifinais, mas esbarrou no cubano Julio La Cruz, medalha de ouro no peso meio-pesado (até 81kg) na Rio 2016 e tetracampeão mundial amador. La Cruz venceu e segue à final, e o brasileiro termina com o bronze, já que não há disputa de terceiro lugar no boxe.

É a quarta medalha de bronze do boxe brasileiro na história dos Jogos Olímpicos: além de Abner, Servílio de Oliveira (Cidade do México 1968) e Adriana Araújo e Yamaguchi Falcão (Londres 2012) também conquistaram esta medalha. A seleção brasileira tem ainda mais duas medalhas garantidas em Tóquio, com Hebert Conceição e Bia Ferreira, já classificados às semifinais em suas categorias.

Abner Teixeira tomou o centro do ringue no começo, mas respeitou o cubano nos minutos iniciais, lutando na longa distância. La Cruz acertou um bom direto de direita para abrir os trabalhos. O brasileiro acertou um bom cruzado de direita e tocou a linha de cintura do adversário, que resolveu avançar. Abner começou a sentir confiança e baixou a guarda como o oponente. Ele conectou alguns bons golpes, incluindo um cruzado de esquerda que fez La Cruz pedalar para trás. Mas o cubano também acertou bons diretos, que lhe deram a vantagem na pontuação.

Abner conectou um bom gancho na linha de cintura e começou a soltar os diretos de esquerda de longe. Mas La Cruz combinava boas sequências de golpes na linha de cintura e cruzados na cabeça. O brasileiro começou a buscar o clinche para aproximar La Cruz e cansá-lo. O cubano acelerou na reta final e, com sua esquiva em dia, evitou os contragolpes, enquanto conectava uppercuts e ganchos na linha de cintura.

Com três juízes dando vitória de La Cruz, Abner precisava de um nocaute ou de um round convincente. Ele foi para cima, combinando golpes na linha de cintura com cruzados potentes. La Cruz respondia espetando a linha de cintura e pressionando. O cubano acelerou com golpes curtos por dentro da guarda e não dava espaço para Abner soltar suas bombas. La Cruz pressionou na reta final, acertando muitos golpes para selar sua vitória.


Martine Grael e Kahena Kunze conquistam a medalha de ouro na vela

Martine Grael e Kahena Kunze medalha de ouro na vela — Foto: REUTERS

Elas fazem um ouro olímpico até parecer fácil. Com uma largada excelente, Martine Grael e Kahena Kunze administraram com tranquilidade a briga com as rivais e conquistaram, nesta terça-feira, na baía de Enoshima, a medalha de ouro na classe 49erFX de vela. Na última regata, elas ficaram em terceiro lugar, mas à frente das adversárias diretas pelo título, as holandesas Annemiek Bekkering e Anette Duetz, e as alemãs Tina Lutz e Susann Beucke. É a 19ª medalha da vela brasileira em Olimpíadas.

É o bicampeonato olímpico da dupla que chegou a Tóquio como favorita e mantem uma tradição familiar na vela. Martine Grael é filha do também bicampeão olímpico Torbel Grael e Kahena Kunze é filha de Claudio Kunze, campeão mundial juvenil nos anos 1980. A família Grael, inclusive, conquistou a nona medalha olímpica somando as cinco de Torben e outras duas de Lars.

É o terceiro ouro do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio. Ítalo Ferreira, no surfe, e Rebeca Andrade, na ginástica, conquistaram os outros. Veja como está o Brasil no quadro de medalhas.

Com resultado, as duas se tornam as primeiras pessoas, entre homens e mulheres, do Brasil a levar dois ouros olímpicos seguidos na vela. Mais do que isso, Martine e Kahena entraram em um seleto grupo de atletas brasileiros bicampeões olímpicos. Até então, apenas 13 atletas tinham alcançado esse feito. Torben Grael, Marcelo Ferreira e Robert Scheidt (1996 e 2004) na vela, Adhemar Ferreira da Silva (1952 e 1956) no atletismo, Fabi Alvim, Fabiana, Jaqueline, Paula Pequeno, Sheilla e Thaísa (2008 e 2012), Maurício e Giovane (1992 e 2004), e Serginho (2004 e 2016) no vôlei.

“Ainda não caiu a ficha. Está difícil de acreditar. Foi uma semana muito difícil de velejar”, disse Martine Grael.

O ouro foi conquistado com um total de 76 pontos perdidos. A medalha de prata ficou com as alemãs Tina Lutz e Sussan Beucke, com 83, e o bronze foi para as holandesas Annemiek Bekkering e Anette Duetz, com 88.

Kahena Kunze lembrou da dificuldade na caminhada até o bicampeonato olímpico, principalmente após as regatas iniciais:

“Foi um campeonato de recuperação. No primeiro dia, aconteceram coisas e parecia que o ouro estava longe”

No início da regata, as brasileiras optaram por uma direção diferente das adversárias e assumiram a ponta, mas com a Argentina colocada. As holandesas estavam um pouco para trás, brigando pela terceira posição. Na primeira boia, as brasileiras contornaram em terceiro, mas à frente das rivais diretas pelo título, os barcos da Holanda e da Alemanha.

Na segunda boia, Argentina e Noruega seguiram na frente, e as brasileiras seguiam em terceiro, posição que lhes dava, no momento, o título. Holanesas e britânicas caíram para as últimas posições após se enroscarem na virada da boia.

Na terceira boia, argentinas seguiam na liderança, com as norueguesas em segundo, mas isso não influenciava em nada na briga das brasileiras, que passaram em terceiro, com uma vantagem de mais de 20 segundos para as alemãs, que ainda podiam tirar o título de Martine e Kahena.

No fim, as argentinas venceram a regata, seguidas das norueguesas. As brasileiras passaram em terceiro lugar e comemoram a medalha de ouro, já que alemãs e holandesas ficaram para trás.

Martine Grael e Kahena Kunze foram consistentes durante toda a competição. Nas 12 regatas, conseguiram duas vitórias e sempre estiveram entre as primeiras colocadas. Chegaram na última regata dependendo só de si para sair com a medalha de ouro, embora estivessem empatadas em pontos (atrás no critério de desempate) com a Holanda.

O resultado representa o oitavo ouro da vela na história das Olimpíadas para o Brasil, mantendo a modalidade como a mais dourada do país. Além dos oito ouros, são três pratas e oito bronzes, com 19 no total.


Alison dos Santos conquista bronze nos 400m com barreiras nas Olimpíadas de Tóquio

Alison dos Santos atletismo bronze Olimpíadas de Tóquio — Foto: Lucy Nicholson/Reuters

A dancinha começou já na pista de aquecimento, quando ele deslizou o dedo pela tela do celular e mandou a primeira da sua sequência de músicas da playlist “Olympic Games”, escolhida com todo amor e carinho antes da viagem para as Olimpíadas de Tóquio.

Prosseguiu na antessala dos atletas, onde eles ficam nos minutos antes da prova. Na hora da apresentação, Alison Brendom dos Santos, o Piu, de 21 anos, entrou com confiança, apontou para os céus e pediu proteção.

A combinação de descontração e foco surtiu efeito. Piu disputou a decisão dos 400m com barreiras no Estádio Olímpico de Tóquio sob forte sol e uma temperatura de 31ºC (sensação de 38ºC) com autoridade. E o resultado foi histórico. Com a marca de 46s72, novo recorde sul-americano, ele levou a medalha de bronze.

O ouro ficou om o norueguês Karsten Warholm, com novo recorde mundial (45s94). A prata acabou com o norte-americano Rai Benjamin (46s17).

Foi a primeira medalha brasileira no atletismo nas Olimpíadas de Tóquio e a 18ª da modalidade em todos os tempos – a primeira veio há 69 anos, com o ouro do lendário Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo em Helsinque 1952.

Depois de ter confirmada a medalha, o brasileiro se emocionou e desfilou pelo Estádio Olímpico com a bandeira brasileira.

A marca feita por Piu é, simplesmente, a quarta mais rápida de todos os tempos, inferior apenas aos tempos dos dois primeiros colocados nesta terça-feira a ao recorde mundial anterior de Warholm (46s70).

Nas eliminatórias, Alison avançou no segundo lugar de sua bateria com a marca de 48s42, em uma corrida tranquilíssima.

Na fase semifinal, o brasileiro apertou um pouco mais o ritmo e venceu sua série com 47s31, novo recorde sul-americano. Ainda assim, reconheceu ao final da prova que não deu 100% de esforço porque se sentiu bem à vontade.

Antes da decisão pelas medalhas, Alison já havia quebrado seis vezes o recorde continental da prova em um espaço de pouco mais de três meses. A sequência incrível o deixou mais próximos dos dois expoentes da prova: o norueguês Karsten Warholm, bicampeão mundial e atual recordista mundial (46s70), e o norte-americano Rai Benjamin, dono da terceira melhor marca de todos os tempos (46s83).

Warholm e Benjamin, por sinal, fizeram ouro e prata no Campeonato Mundial de Doha, em 2019, quando Piu terminou em um sétimo lugar que lhe valeu como cartão de visitas para os rivais. Depois daquela experiência no Qatar, o brasileiro explodiu e se colocou entre os melhores.

Nascido em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo, o corredor chama a atenção à primeira vista por carregar consigo uma grande cicatriz na cabeça e outras um pouco menores no peito e no braço esquerdo. As marcas são o resultado de um acidente doméstico com uma panela de óleo quente aos 10 meses de idade.


Em jogaço, Brasil vence a França e fecha a fase de grupos nos Jogos de Tóquio

Brasil vence batalha contra França rumo às quartas no vôlei masculino

A vaga já estava garantida. Mas, em um clássico, isso pouco importa. Neste domingo, o Brasil mostrou força e derrubou a França na Arena Ariake. Com direito à maior parcial das Olimpíadas de Tóquio até aqui – vencida pelos rivais- , a seleção fechou a fase de classificação em 3 sets a 2, parciais 25/22, 37/39, 25/17, 21/25 e 20/18. Um triunfo na medida certa rumo às quartas de final dos Jogos.

Ngapeth, da França marcou incríveis 29 pontos e foi o maior pontuador da partida. Pelo lado brasileiro, Wallace fez 23. Lucarelli (21), Leal (20) e Lucão (19) completaram a lista.

E agora?

O Brasil ainda vai precisar esperar para conhecer seu rival nas quartas em Tóquio. Com a vitória da Rússia por 3 a 0 sobre a Tunísia, a seleção brasileira avançou no segundo lugar da chave, atrás apenas dos rivais europeus.

Do outro lado, o grupo A ainda segue indefinido. O Brasil vai enfrentar o terceiro colocado do outro lado. Um sorteio no fim da rodada entre os segundos e terceiros lugares de cada grupo vai definir o chaveamento nas quartas. São três possíveis rivais: Itália, Japão e Irã.

1° set – Brasil saca firme e controla o jogo

Um saque de Lucarelli na rede abriu a conta no jogo. Mas foi um início de poucos erros do lado brasileiro. Ao forçar o saque, a seleção conseguia quebrar o passe francês e tornar o bloqueio mais eficiente. O ataque, com Lucarelli, Leal e Wallace, também funcionava bem. A França até conseguia evitar uma distância maior no placar, mas o Brasil era superior. No bloqueio de Lucão, 16/13.

A França tentou a reação ao colocar Boyer em quadra. Até chegou a encostar novamente no placar, mas por pouco tempo. No ritmo da trinca ofensiva, a seleção abriu 24/20 e se aproximou da vitória. Ngapeth ainda conseguiu um ace para descontar, mas errou na sequência, e o Brasil fechou em 25/22.

2° set – No set mais longo dos Jogos, França empata

O Brasil voltou à quadra errando um pouco mais do que o normal. Ao ceder pontos e desperdiçar contra-ataques, viu a França abrir 7/5 na conta. O Brasil, porém, reagiu. Chegou ao empate com um ace de Lucarelli, que resvalou na fita e foi direto ao chão: 8/8. A partida seguiu equilibrada. Em uma nova sequência de erros do lado brasileiro, os franceses voltaram à dianteira, em 15/14.

No bloqueio sobre Leal, festa do lado francês, que abriu 17/15 na conta. O Brasil ensaiou a reação, mas viu Ngapeth explorar o bloqueio para abrir 22/19. Na tentativa derradeira de arrumar a casa, Renan pediu tempo e mandou Douglas Souza à quadra no lugar de Leal. Funcionou. O Brasil chegou ao empate em um bloqueio de Wallace. A partir dali, virou um drama. A França teve cinco set points em sequência, mas o Brasil conseguiu evitar. No contra-ataque de Lucarelli, a seleção passou à frente em 29/28.

Mas quem disse que o set terminava? A França só conseguiu fechar quando Ngapeth foi para a rede: 39 a 37. Foram 51 minutos no total, no set mais longo dos Jogos até aqui. Por pouco, não estabeleceu o novo recorde olímpico no vôlei masculino. Em 2000, no primeiro set, a Itália venceu a Argentina por 40/38, no maior da história das Olimpíadas.

3° set – Brasil acelera e volta à frente

O Brasil acelerou na volta à quadra. Ao ignorar o cansaço pela parcial anterior, logo abriu vantagem contra os franceses. No golpe cruzado de Lucarelli, marcou 14/9 na conta. Lucão, pouco depois, fez a a vantagem subir para 17/10. Se o segundo set parecera interminável, o terceiro foi curto e rápido. Com tranquilidade, a seleção garantiu o triunfo em 25/17.

4° set – França se impõe, vence set e garante vaga nas quartas

A seleção tentou manter o ritmo para fechar logo a partida. Do outro lado, porém, a França ainda precisava de um set para garantir o lugar nas quartas sem depender dos outros resultados. O Brasil abriu vantagem, mas a França foi buscar. No bloqueio sobre Leal, deixou tudo igual, em 10/10. Os dois times brigavam muito – Lucão, inclusive, salvou uma bola incrível com o pé.

A França, porém, conseguiu abrir vantagem. Ao marcar 17/15, viu Renan Dal Zotto pedir tempo. Pouco adiantou. Foi a vez de a França acelerar. O time europeu, que defendia absolutamente tudo, abriu 23/19 pelas mãos de Ngapeth. Renan parou a partida mais uma vez e mandou Cachopa e Alan à quadra. Logo depois, Isac também entrou na vaga de Maurício Souza. Ainda assim, em uma largadinha de Patry, viu os rivais fecharem em 25/21.

5° set – Brasil se impõe e fecha a conta

Com a vaga garantida, a França pareceu relaxar. E abriu espaço para que o Brasil disparasse no tie-break. Mais firme no ataque, a seleção conseguiu voltar a dominar os rivais e abriu 8/4. Mas os franceses voltaram à briga e deixaram tudo igual em 12/12. A partir daí, foi no detalhe. O Brasil salvou três match points e conseguiu a virada no fim: 20/18, em um jogaço em Tóquio.


Rebeca ganha ouro no salto e se torna a 1ª brasileira a ganhar duas medalhas em uma única Olimpíada

Rebeca Andrade é ouro nas Olimpíadas — Foto: Ricardo Bufolin/ Panamerica Press / CBG

Rebeca Andrade conquistou mais um feito histórico nas Olimpíadas de Tóquio. Depois de faturar a prata no individual geral e se tornar a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica artística, ela foi ouro no salto neste domingo. É a primeira vez que uma brasileira sobe duas vezes ao pódio em uma única edição de Jogos Olímpicos.

Rebeca foi a única a conseguir uma média acima de 15,000 no salto. A prata ficou com a americana Mykayla Skinner, com 14,916. A sul-coreana Seojeong Yeo fechou o pódio, em terceiro lugar, com 14,733.

– Eu não sabia disso, não. Mas eu me sinto muito orgulhosa de mim porque acho que consigo representar toda a força da mulher e é muito gratificante. As pessoas sabem como é difícil estar aqui. Como é difícil trazer duas medalhas. É muito esforço, muito trabalho. Fico muito feliz por representá-las – disse Rebeca.

As primeiras mulheres brasileiras medalhistas olímpicas foram Jaqueline Silva, Sandra Pires, Adriana Samuel e Mônica Rodrigues. Elas fizeram uma dobradinha na estreia do vôlei de praia nos Jogos. Rebeca agora se tornou a primeira mulher do Brasil com duas medalhas numa só edição dos Jogos e ainda pode ir a três pódios. A ginasta disputa a final do solo com o Baile de Favela nesta segunda-feira, às 5h57 (de Brasília).

Entre os homens, o primeiro brasileiro a conquistar duas medalhas olímpicas em uma mesma edição de Olimpíadas foi o atirador Afrânio da Costa, nos Jogos da Antuérpia 1920. Na Rio 2016, o canoísta Isaquias Queiroz se tornou o primeiro atleta do país a superar essa marca, com três medalhas.


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