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Exposição mostra ensaio fotográfico de pacientes com câncer de mama

Até o fim deste mês, em comemoração ao Outubro Rosa, uma exposição de fotos de mulheres que tiveram câncer de mama ficará disponível no Parque Shopping, no bairro de Cruz das Almas. O lançamento dos totens com as fotografias das pacientes aconteceu na noite desta terça-feira (16).

A ação é uma iniciativa do Hospital Cliom e tem como propósito de celebrar a luta dessas pacientes durante este mês de conscientização da população, como explicou a diretora administrativa da unidade de saúde, Keyla Casteliano. “Para as pacientes, participar do ensaio fotográfico foi um afago na autoestima. Elas puderam expor suas belezas e mostrar sua força nesse momento delicado, servindo também de inspiração para outras mulheres”, disse.

Para a paciente Cícera da Silva Gomes, participar da sessão de fotos foi muito gratificante. Ela descobriu o câncer em janeiro do ano passado e, em novembro, precisou amputar o braço em decorrência da doença.”A gente está nessa luta para mostrar às pessoas que a gente venceu. Estou viva por um milagre de Deus com a ajuda dos médicos. Me sinto ótima e só tenho a agradecer pela minha vida”, falou.

Maria do Socorro, de 67 anos, revelou que achou sensacional participar da ação. Ela descobriu a doença há um ano e sete meses e, apesar do diagnóstico de cura, continua fazendo tratamentos. “Para mim é uma benção. Tenho uma gratidão muito grande em ter ficado boa e conseguir estar aqui hoje”, disse.

A psicóloga Luciana Martins explicou que o câncer de mama é um estigma e sempre fica um ‘fantasma’ quando o assunto é câncer. Segundo a especialista, ações como essa valorizam as mulheres e as fazem elevar a autoestima e ter uma motivação na vida. “Algumas delas ficam mutiladas e a autoestima baixa após a mastectomia. Mas elas são pessoas completas e queremos que enxerguem isso”, explicou.


Doenças ligadas à falta de saneamento geram custo de R$ 100 mi ao SUS

As internações hospitalares de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o país, por doenças causadas pela falta de saneamento básico e acesso à água de qualidade, ao longo de 2017, geraram um custo de R$ 100 milhões. De acordo com dados do Ministério da Saúde, ao todo, foram 263,4 mil internações. O número ainda é elevado, mesmo com o decréscimo em relação aos casos registrados no ano anterior, quando 350,9 mil internações geraram custo de R$ 129 milhões.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar investido em água e saneamento resultaria em uma economia de US$ 4,3 em custos de saúde no mundo. Recentemente, organizações ligadas ao setor privado de saneamento, reunidas em São Paulo, reforçaram a teoria da economia produzida por este investimento. Pelas contas do grupo, a universalização do saneamento básico no Brasil geraria uma economia anual de R$ 1,4 bilhão em gastos na área da saúde.

No mesmo evento – Encontro Nacional das Águas – os representantes das empresas apontaram que dos 5.570 municípios do país, apenas 1.600 têm pelo menos uma estação de tratamento de esgoto e 100 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à tratamento de esgoto.Atualmente, de acordo com o Instituto Trata Brasil, apenas 44,92% dos esgotos coletados no país são tratados. O Brasil tem uma meta de universalização do saneamento até 2033. Este objetivo previsto no Plano Nacional de Saneamento Básico, representaria um gasto de cerca de R$ 15 bilhões anuais, ao longo de 20 anos. E este é um dos desafios para os governantes a serem eleitos em outubro.

A reportagem da Agência Brasil visitou Maceió, capital de Alagoas, cidade onde o percentual de coleta de esgoto é 11 pontos percentuais inferior à media do país (51,9%).

Maceió

Quem chega a Maceió logo se deslumbra com azul do mar e a simpatia dos moradores. Mas, basta um olhar mais atento em direção oposta à praia para concluir que o deleite visual produzido pela natureza disputa espaço com canais de esgoto a céu aberto. O mais grave é que grande parte dos dejetos, que corre ao longo de rios e riachos e cruza diversos bairros da cidade, acaba desaguando no mar.

“Temos praias lindas, mas nós não usamos porque sabemos que são bem poluídas. Temos a Lagoa Mundaú, dentro da cidade, e correndo para ela que tem vários braços de rios e riachos que, inclusive passam por bairros nobres, e todos servem para despejo de dejetos e lixos das casas”, lamentou a advogada Rita Mendonça.

Alagoana e atuante em direitos humanos, Rita reconhece que foram feitos investimentos na área de saneamento, mas a população cresceu em velocidade desproporcional aos recursos aplicados. Outro alerta recai sobre a falta de conscientização dos próprios habitantes. “As pessoas jogam lixo nesses rios e riachos porque não podem esperar o lixeiro passar. E todos desembocam no mar”, lamentou.

A realidade para quem vive o dia a dia na capital alagoana tem reflexos que vão além da balneabilidade das praias urbanas. Na economia, famílias que já vivem em situações mais precárias e dependem da pesca do sururu correm o risco de terem a fonte de renda comprometida. Em 2014, o molusco, largamente encontrado nas regiões lacustres de Alagoas em função dos encontros de água doce e salgada, foi registrado como patrimônio imaterial do estado. Moradores, agora, relatam e lamentam a redução do volume pescado em decorrência da poluição da água.

O comércio é também alvo do problema. Empresária e dona de uma loja de roupas no bairro da Jatiúca, Vanessa Taveiros, aponta para o esgoto que corre ao lado de um dos restaurantes mais badalados de Maceió. “Já foram feitas várias denúncias e nada é feito. Quando chove, tudo fica alagado, tem ruas aqui na Jatiúca que nenhum carro passa e os lojistas ficam sem vender porque fica tudo interditado”, disse.

Na saúde, os problemas relacionados ao saneamento aparecem em números de sete dígitos. Segundo o Ministério da Saúde, em todo o estado, ao longo de 2017, foram gastos mais de R$ 2,2 milhões com 5.183 internações no SUS de pacientes com doenças ligadas à falta de saneamento básico e acesso à água de qualidade. No mesmo ano, em todo o país, o total de gastos com este tipo de internação somou R$ 100 milhões.

O rol dessas doenças inclui desde diarreias e problemas dermatológicos até infecções mais graves, cólera, sarampo, além do agravamento de epidemias, já que a exposição do esgoto a céu aberto aumenta condições para a proliferação do mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika.

Maceió não é uma cidade planejada e é possível ver que o problema do saneamento afeta todas as classes econômicas. Algumas ruas começam na praia, como na Jatíuca, com prédios e casas visualmente de classe média alta, e terminam em trechos extremamente pobres. O despejo de lixo nos rios e riachos é feito por parte da própria população, mas também é parte dos alagoanos que lamenta os efeitos dessa prática.

“Não vou esquecer nunca. A gente saia da escola e vinha direto para a Praia da Avenida. Era aqui que passávamos os finais de semana com a família também. Agora é impossível”, lamentou o taxista, de 54 anos, que não quis se identificar. Segundo ele, até dejetos de um hospital foram lançados pelo canal que desemboca na praia que faz parte de seu imaginário.

A concessão dos serviços de saneamento é da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) que, em função do período eleitoral, preferiu não conceder entrevistas. Em nota enviada à Agência Brasil, assessores informaram que, dos 102 municípios do estado, a Casal opera em 77. Desses, 12 têm rede coletora de esgoto, incluindo Maceió. Em vários municípios do interior, existem obras de implantação de rede da Funasa e da Codevasf, que são órgãos federais. “Somente após a conclusão dessas obras é que os sistemas são entregues para a Casal operar”, destacaram os assessores.

De acordo com o Ministério das Cidades, estão previstos no orçamento investimentos da ordem de R$ 277 milhões para a capital alagoana. Esse total inclui desde abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e estudos e projetos. “Já foram concluídos 5 empreendimentos, no valor de R$ 76,5 milhões, beneficiando 83,8 mil famílias”, informou a assessoria do órgão.

Ainda diante de números produzidos pela pasta – divulgados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – em 2016, 96,2% da população de Maceió foram atendidas com rede geral de abastecimento de água e 40,3%, com coleta de esgoto, “independentemente de existir tratamento”. Com relação ao total da população representada pelos municípios que responderam ao SNIS no ano de referência, Maceió tem o índice de abastecimento de água superior à média do Brasil (93%) e índice de atendimento total de esgoto 11 pontos percentuais inferior ao do país (51,9%).


Setembro Amarelo chama atenção para prevenção ao suicídio

A campanha Setembro Amarelo do movimento mundial contra o suicídio é marcada por ações e conscientização contra o suicídio, que a cada ano tem crescido assustadoramente em todo o mundo.

O Setembro Amarelo vem chamar a atenção para esta doença que existe prevenção em mais de 90% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde.

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e 1 pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Pelo menos o triplo de pessoas tentaram tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio. Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Evita-se o assunto, o que só colabora para seu aumento dos casos, pois as pessoas muitas vezes não sabem que podem procurar ajuda.

Por essa razão, o CVV – Centro de Valorização da Vida, uma entidade sem fins lucrativos que atua gratuitamente na prevenção do suicídio desde 1962, está engajada e promovendo atividades neste  movimento iniciado há dois anos no Brasil, chamado Setembro Amarelo. A ideia é divulgar a causa intensamente durante o mês, já que no dia 10 é celebrado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, tendo como parte fundamental a iluminação ou coloração de amarelo de locais, construções ou monumentos e, ainda, a colocação de laços amarelos nas fachadas de prédios públicos e privados para lembrarmos que devemos, sim, falar sobre a prevenção do suicídio.

Em Paracatu, os casos de suicídios aumentado se comparado com o ano passado. Segundo dados do Registro de Eventos de Defesa Social (REDS) divulgado pela Polícia Miliar de Paracatu, em 2017 foram registrados 13 ocorrências relacionadas a casos de suicídios. Sendo que em 2018, foram registradas 14 ocorrências de suicídios no município, somando um total de 27 suicídios.

Entre os casos de suicídios no município, 11 são mulheres e 16 são homens, destes casos, dois envolvendo adolescentes com idade de 12 a 17 anos. Oito casos registrados com idade entre 18 a 29 anos e dois casos com idade entre 35 a 64 anos. A maioria dos casos de suicídios consumados, foram registrados com idade de 35 a 64 anos, somando 15 pessoas.

 


Palmeira e Estrela registram aumento no número de leishmaniose em 2018

Por Vanessa Santos

Nos primeiros seis meses deste ano, Alagoas registrou 63 casos de leishmaniose, também conhecida como calazar, em humanos, um número 30% maior do que o registrado durante todo o ano de 2017. A doença é grave e pode levar à morte se não for tratada da forma correta.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em todo o ano passado foram 48 casos.

A maior parte dos registros da doença em humanos nos últimos meses está concentrada no Sertão alagoano. As cidades com mais casos de calazar são: Estrela de Alagoas (11), Palmeira dos Índios (8), Girau do Ponciano (5) e Santana do Ipanema (4).

No mesmo período, aumentaram também os registros de cães infectados – principais hospedeiros da leishmaniose visceral. De janeiro a dezembro de 2017, foram confirmados 69 casos de calazar canina. Somente no primeiro semestre de 2018, os casos chegaram a 350.

Em geral, a transmissão ocorre pelo mosquito-palha que pica o cão infectado com o protozoário leishmania chagasi e se torna o vetor da doença. Assim, os insetos infectam seres humanos e outros animais.

Em nota, a Sesau informou que os agentes de saúde municipais devem reforçar as buscas de casos em humanos ou cães . Disse ainda que quando a doença é identificada em cachorros, eles passam por exames. Neste período, é realizado o tratamento. Se, quando o resultado sair, for comprovada a doença e o tratamento não surtir efeito, o animal é sacrificado.

A secretaria explica também que os humanos precisam começar o quanto antes o tratamento nas unidades da atenção básica mais próximas de casa e complementar o atendimento no Hospital Escola Hélvio Auto, referência no Estado.

Em contato com o veterinário Edson Moura explicou que o tratamento dos animais com leishmaniose foi autorizado após decisão de 2013 do Superior Tribunal Federal (STF).

“Há um medicamento usado no tratamento que não cura, mas tira o parasita da pele do animal, e evita que o vetor transmita a doença para outros. É importante saber que todos os mamíferos são hospedeiros da leishmaniose, mas como nossa imunidade é melhor que a dos cães, a doença se manifesta mais neles”, afirma o veterinário.

Ele conclui dizendo que o sacrifício dos animais não diminui a incidência da doença. “Há muitos trabalhos escritos relatando isso. O cão serve de sentinela para a sociedade. Se há muitos casos da doença em animais, especialmente em cão, é um informativo à secretaria de saúde para rever como fazer o controle do vetor. A questão é essa”.

A Sesau também reforçou o monitoramento dos municípios com maior número de casos e garantiu que vai capacitar as equipes para que o diagnóstico seja fechado mais rapidamente e evitar subnotificação.


Anvisa proíbe produto usado em remédios para hipertensão

A  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o uso e venda do insumo farmacêutico ativo valsartana, fabricado pelas empresas Zhejiang Tianyu Pharmaceutical Co. Ltd, da China, e Hetero Labs Limited, da Índia.

Essa substância é usada na fabricação de medicamentos para tratar hipertensão arterial. A medida considerou o comunicado de inspeção conduzida pelo European Directorate for the Quality of Medicines & HealthCare – EDQM, nas empresas.

A inspeção identificou deficiências ligadas à presença da impureza tóxica N-nitrosodimetilamina (NDMA), o que é classificado como elevado risco sanitário para a saúde pública.

As N-nitrosaminas são compostos que podem ter efeitos cancerígenos. Atualmente, elas estão presentes em diversos produtos como alimentos, bebidas, medicamentos, cigarros e outros.

A Anvisa não divulgou quais medicamentos ou fabricantes estariam fazendo uso do produto suspenso.

No entanto, foi determinada a suspensão da fabricação, manipulação, distribuição, comercialização e uso de medicamentos e outros produtos que contenham a valtarsana importada fabricada pelas empresas citadas.


Campanha de vacinação contra sarampo e pólio termina na sexta-feira (31)

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo termina na próxima sexta-feira (31). Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem receber as doses, independentemente de sua situação vacinal. Dados do Ministério da Saúde mostram que 4,1 milhões de crianças em todo país ainda precisam ser imunizadas.

De acordo com a pasta, até a última sexta-feira (24), 62% do público-alvo havia sido vacinado. Foram aplicadas, ao todo, mais de 14 milhões de doses – cerca de 7 milhões de cada. A meta do governo federal é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças na faixa etária estabelecida e criar uma barreira sanitária de proteção da população.

Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

No caso da pólio, as crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral. Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos vão receber uma dose da tríplice viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

Entre os estados com menor cobertura estão Rio de Janeiro, com 40,15% do público-alvo vacinado para pólio e 41,45% para sarampo, e Roraima, que tem 44,61% para pólio e 41,09% para sarampo. Já os estados com as melhores coberturas vacinais são Amapá, com 90,33% para pólio e 90,14% para sarampo, seguido por Rondônia, com 89,86% para pólio e 88,44% para sarampo.

Casos de sarampo

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e no Amazonas. Até o último dia 21, foram confirmados 1.087 casos no Amazonas, enquanto 6.693 permanecem em investigação. Já Roraima confirmou 300 casos da doença e 67 continuam em investigação.

Há ainda, de acordo com o ministério, casos isolados e relacionados à importação nos seguintes estados: São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (16), Rondônia (1), Pernambuco (2) e Pará (2).


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