


Ao menos quatro pessoas morreram neste domingo (28) em Kiev em um novo ataque russo com 500 drones e 40 mísseis que se estendeu por 12 horas, segundo autoridades locais.
"O ataque maciço da Rússia à Ucrânia durou mais de 12 horas. Ataques brutais, terror deliberado e direcionado contra cidades comuns – quase 500 drones de ataque e mais de 40 mísseis", afirmou presidente Volodymyr Zelensky em sua conta do Telegram.
A Polônia, que faz fronteira com a Ucrânia e a Rússia, enviou caças para proteger seu espaço aéreo após o bombardeio, em meio a acusações da Otan de que Moscou está por trás de uma série de violações ao espaço aéreo da aliança militar.
Rússia afirmou que o alvo da ofensiva eram “empresas do complexo militar-industrial ucraniano”.
Timur Tkachenko, chefe da administração militar da capital, confirmou quatro mortos, entre eles uma menina de 12 anos.
De acordo com os serviços de emergência, o corpo da menor foi encontrado nos escombros de um prédio residencial de cinco andares no distrito de Solomianski.
Os esforços diplomáticos para encerrar o conflito – conduzidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – seguem estagnados. Moscou já declarou que pretende manter a invasão, iniciada em fevereiro de 2022.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, acusou o Kremlin de prolongar a guerra para lucrar com a venda de energia e pediu aumento da pressão internacional contra Moscou. Ele prometeu reduzir a capacidade russa de financiar a ofensiva, forçando o recurso à diplomacia.
Segundo o Estado-Maior ucraniano, a Rússia lançou 643 drones e mísseis, incluindo bombas planadoras, contra regiões do leste, centro e sul do país. Já o Ministério da Defesa russo informou que suas forças derrubaram 41 drones ucranianos durante a madrugada.
As Forças Armadas da Polônia disseram ter colocado caças em patrulha aérea e manter sistemas de defesa em solo em alerta máximo após o ataque russo deste domingo.
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Nas últimas semanas, diversos países europeus acusaram Moscou de incursões aéreas com drones e aviões militares, que a Otan classificou como testes à sua capacidade de resposta. A Rússia nega envolvimento nessas violações ou planos de atacar membros da aliança.