
Policiais após a ocorrência que terminou com cavalo "Famoso" morto — Foto: Reprodução
Um cavalo foi morto e o dono dele, um homem de 32 anos, preso por desacato durante uma abordagem da Polícia Militar, na noite de quarta-feira (27), em Cariacica Sede, na Grande Vitória (ES), quando a corporação foi atender a uma denúncia relacionada a som alto.
Filmagens mostram uma discussão entre o indivíduo, que estava montado no animal, e os militares, que pediam para que ele se afastasse. A ação gerou revolta em proprietários de cavalos, que chegaram a convocar uma manifestação.
A gravação começa com uma mulher sendo revistada. Em seguida, uma policial usa spray de pimenta contra o homem. Em determinado momento, a discussão se intensifica e é possível ouvir o som de um disparo.
A esposa do homem preso, que também estava no local, relatou ao g1 que a abordagem ocorreu por causa do som de um carro. Segundo ela, o volume não estava alto e a policial teria se exaltado. “Meu marido começou a falar com ela que não precisava disso, aí ela foi para cima do cavalo”, disse a mulher, que não quis ser identificada.
Em nota, a Polícia Militar informou: "Em alinhamento com seu compromisso com a ética, a legalidade e a transparência, a Polícia Militar do Espírito Santo informa que tem pleno conhecimento do fato relatado e assegura que todas as medidas necessárias serão adotadas para garantir uma apuração rigorosa, imparcial e responsável da conduta da policial militar envolvida".
No Boletim de Ocorrência, a PM relata que a equipe foi acionada para verificar som alto em Cariacica e encontrou um grupo de pessoas em veículos e a cavalo.
Durante a abordagem, uma caminhonete foi parada e a motorista apresentava sinais de embriaguez. Ainda segundo os militares, o homem de 32 anos que estava a cavalo filmava a ação, não respeitou o perímetro de segurança, apresentava sinais de embriaguez e utilizava um pedaço de madeira para intimidar a equipe.
A Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante por tentativa de lesão corporal qualificada contra agente de segurança, ameaça, resistência, desobediência e desacato. Após os procedimentos, ele foi encaminhado ao sistema prisional.
O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), que já colheu depoimentos e imagens para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
