
Tarcísio de Freitas- Foto: GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu neste domingo (7) a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Presidência em 2026. Tarcísio é um dos cotados para captar o apoio do bolsonarismo no ano que vem. “É fundamental que tenhamos Jair Messias Bolsonaro na eleição do ano que vem. Só existe um candidato para nós, que é Jair Messias Bolsonaro”, declarou o governador, durante ato bolsonarista de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo.
Tarcísio afirmou que a ausência de Bolsonaro fez com que a “festa” não fosse completa. O governador também criticou o julgamento de ex-presidente, marcado para ser concluído nesta semana. Segundo ele, o julgamento é baseado em apenas um elemento, a delação do ex-ajudante de ordem de Bolsonaro, Mauro Cid, que, para Tarcísio, é “mentirosa”, porque Cid teria mudado a versão “seis, sete vezes, sob coação”.
“Vários analistas foram à TV comentar e disseram: ‘Não existe ligação entre o Punhal Verde e Amarelo, o 8 de Janeiro, e Jair Bolsonaro’. Não existe um documento, não existe uma ordem. Do que estamos falando, então? Que história é essa? Como vão condenar uma pessoa sem nenhuma prova”, falou o governador.
Tarcísio de Freitas também defendeu a aprovação da anistia “ampla e irrestrita” neste domingo e pediu para que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) paute o projeto. Tarcísio afirmou ainda que não irá aceitar a “ditadura de um poder sobre o outro” e que “um ditador paute o que devemos fazer”, em uma crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF). “E se a gente está aqui hoje defendendo uma anistia, é porque a gente sabe que esse processo está maculado”, disse.
A ausência do governador na última manifestação, quando passou por um procedimento médico no dia do evento, foi duramente criticada por bolsonaristas. Em um gesto ao bolsonarismo, Tarcísio assumiu o protagonismo das articulações em Brasília para fazer a proposta avançar. O governador recebeu o apoio do deputado federal Marco Feliciano, que encerrou seu discurso, no qual pedia o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, dirigindo-se ao chefe do Executivo paulista: “Tarcísio, para cima e avante”, afirmou.
Antes do ato, o governador paulista se encontrou com Michelle Bolsonaro (PL). Os dois são cotados como possíveis sucessores de Bolsonaro na disputa presidencial de 2026. Nos bastidores, aliados defendem a candidatura de Tarcísio e veem com simpatia a formação de uma chapa com Michelle como vice, ressaltando seu apelo entre o eleitorado evangélico e o fato de ser mulher.
