De acordo com o relato da vítima, de 36 anos, a confusão ocorreu por volta das 22h30, durante uma ação policial motivada por denúncia de som alto em um estabelecimento. Ele afirma que estava sentado quando teria sido abordado de forma agressiva por um policial, sendo derrubado e conduzido à viatura sem ter reagido ou cometido qualquer irregularidade.
Ainda segundo o depoimento, o homem sofreu lesões no rosto e no joelho e foi encaminhado à unidade de saúde antes de ser levado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP). Ele também nega ter acusado os policiais de receber propina, versão que, segundo ele, consta no procedimento policial.
Conforme o boletim de ocorrência, uma guarnição de apoio foi acionada para auxiliar no recolhimento do equipamento sonoro. Durante a ação, um dos clientes presentes teria acusado os policiais de receber propina para encerrar a festa. A conduta foi enquadrada, em tese, como desacato, previsto no artigo 331 do Código Penal, e o indivíduo foi conduzido para a lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Em entrevista, o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, major Antônio André, informou que o caso será apurado por meio dos trâmites legais da corporação. Segundo ele, a ocorrência será encaminhada ao comando superior e à corregedoria, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa para todos os envolvidos.
O oficial destacou ainda que todas as ações policiais estão sujeitas à investigação e reforçou que a atuação da corporação deve seguir princípios de legalidade, técnica e respeito à população.