
Delegado Marcos Porto- Reprodução[
A Polícia Civil (PC AL) avançou nas investigações sobre a denúncia de estupro coletivo, que teria sido praticado por quatro homens e teve como vítima uma adolescente de 17 anos, na cidade de Quebrangulo, no Agreste de Alagoas.
A PC já identificou os envolvidos no crime - e o grupo também está sendo investigado pelo suposto compartilhamento na internet de um trecho do momento em que a vítima era abusada. Um dos suspeitos trabalha na escola onde a vítima estuda e foi afastado.
O que diz a vítima
Em entrevista à reportagem da TV Pajuçara, nesta sexta-feira (5), a adolescente contou que foi atraída para uma casa, onde foi abusada sexualmente por quatro homens. Contou que teria ficado inconsciente durante o crime e disse que estava aproveitando o dia na piscina de um clube, na companhia de outras amigas, quando um conhecido dela, funcionário da escola onde ela estudava, convidou o grupo de amigas para comer uma pizza.
" Eu me recordo que a gente foi para a casa dele. As minhas amigas foram mais cedo para a casa delas e eu fiquei lá. E a única coisa que eu venho me recordar é que eu estava com ele na casa, quando chegaram outras pessoas. Um deles é o abusador do vídeo [que foi divulgado em uma rede social] e o outro, que eu me recordo, é o que me bateu. Mas chegaram outras pessoas, além desses dois, que estavam com ele, só que eu não me lembro, não consigo me recordar. A única coisa que eu me recordo é esse, do vídeo, e o que chegou a me bater", conta a vítima.
O vídeo
A adolescente contou que acordou no sofá da casa para onde foi levada. Ao chegar na casa da mãe, ficou sabendo que o vídeo dela sendo violentada estava circulando em uma rede social.
À reportagem, a adolescente disse que o principal suspeito do crime foi afastado das atividades. "Esse homem é merendeiro e faxineiro da escola. A escola ficou por dentro do assunto e ele já foi afastado. Pelo que eu sei, até agora nenhum deles [ quatro suspeitos] foi preso. Um deles foi intimado, que é exatamente esse funcionário, mas todos estão soltos.
Delegado
O delegado Marcos Porto, responsável pelas investigações, destacou que todas as medidas foram adotadas. Na próxima semana, mais diligências serão feitas pela polícia para revelar detalhes do ocorrido no último domingo (31), já que a menina não lembra de tudo que ocorreu. “Esse caso não ficará impune, doa a quem doer”, prometeu ele.
