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Uma câmera de segurança registrou o momento em que a tatuadora Giovanna Chiquinelli Marcatto, de 26 anos, comprou veneno de rato, em um petshop, na zona leste da capital paulista, por volta das 15h30 de segunda-feira (25/8).
Dante Chiquinelli Marcattto, filho dela, de 9 meses, morreu no dia seguinte, após dar entrada no Hospital Estadual da Vila Alpina.
Antes disso, ela encaminhou o bebê ao hospital, alegando que o “filho não aparentava estar bem”. O caso foi registrado na ocasião como “morte suspeita” pelo 70º Distrito Policial ( Vila Ema).
O corpo do bebê foi então submetido a um exame necroscópico, no qual constatou-se que havia partículas de raticida em seu organismo, “indicando que a morte foi provocada por envenenamento”. A motivação para o crime é investigada pela delegacia da Vila Ema.
O legista responsável pela avaliação, como consta em relatório policial, obtido pela reportagem, ainda destacou que a ingestão do veneno de rato ocorreu cerca de três horas antes de Dante morrer. Esse foi o mesmo momento em que a tatuadora deu banana amassada para o filho, como ela mesma teria admitido,
A suspeita de que o veneno não foi ingerido acidentalmente constatou-se pela grande quantidade da substância tóxica encontrada nas vísceras do bebê. O produto, segundo o registro do 70º DP, contém um substância “amargante”, que age com o intuito de impedir a ingestão acidental por crianças.
Com base nas imagens e no exame necroscópico, o 70º DP solicitou a prisão temporária de 30 dias da tatuadora, o que foi aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
O corpo de Dante foi velado e cremado, na noite dessa quarta-feira (27/8), no cemitério da Vila Alpina.
