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Um celular pegou fogo no bolso da calça de uma passageira que estava dentro de um ônibus do Transcol em Guarapari, Espírito Santo, na tarde de terça-feira (11). Segundo testemunhas, a dona do celular teve ferimentos nas mãos e foi para um hospital de Vila Velha, na mesma região.
Um passageiro que estava no coletivo gravou um vídeo (veja acima) que mostra o veículo cheio de fumaça e algumas pessoas gritando.
O caso aconteceu em um ônibus do sistema Transcol, da linha 672, que faz o trajeto do trevo de Setiba, em Guarapari e vai até o Terminal de Itaparica, em Vila Velha.
O ônibus estava no ponto final em Guarapari quando os passageiros tiveram que descer do veículo por causa da fumaça.
Segundo o autor das imagens, que preferiu não ser identificado, a mulher tinha acabado de entrar no ônibus quando o aparelho pegou fogo.
"O fogo foi bem baixo, mas a fumaça pegou bastante. O motorista teve que abrir as portas, todo mundo saiu e esperou a fumaça abaixar. Ela disse que trocou a bateria recentemente no celular. Graças a Deus não aconteceu nada de grave", contou.
O passageiro relatou ainda que mesmo com as mãos feridas, a dona do celular seguiu viagem e disse que procuraria atendimento em um hospital de Vila Velha. O g1 não conseguiu contato com a proprietária do aparelho.
O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) confirmou que houve um princípio de incêndio em um aparelho celular de uma passageira da linha 672 (Trevo de Setiba/T. Itaparica via Rodovia do Sol), quando o veículo seguia pela Rodovia do Sol, sentido Terminal de Itaparica, em Vila Velha.
O sindicato informou ainda que os passageiros atiraram o aparelho para fora do ônibus, após o motorista parar o coletivo. Não houve feridos e não foi necessário acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros. O veículo seguiu viagem após o ocorrido.
A bateria de íon-lítio, que costuma ser usada nos celulares, é sensível a altas temperaturas, e um aumento excessivo pode causar um fenômeno chamado de fuga térmica, segundo Gabrielle Silva, do Instituto dos Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE) e especialista de parcerias em tecnologia da TIM Brasil.
"Esse é um processo no qual o calor gerado pela bateria é maior do que o que pode ser dissipado, levando à combustão", descreve Gabrielle Silva.
Mas esse tipo de situação é rara porque exige que a estrutura de proteção interna da bateria seja danificada, o que não é comum, segundo Hiago Kin, presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética.
"As baterias de íon de lítio têm múltiplos sistemas de segurança para evitar superaquecimento. Por isso, para o superaquecimento acontecer, geralmente, é necessária uma combinação de fatores extremos", explicou Kin.
