[Vídeo] Câmera flagra momento em que gari baleado por empresário cai no chão em Belo Horizonte

Por: Victor Fernando/Rádio Sampaio
 / Publicado em 13/08/2025

Câmera mostra veículo passando (esq) e, momentos depois, garis voltando assustados (dir). — Foto: Reprodução

Câmeras de segurança registraram o momento em que o gari Laudemir de Souza Fernandes, 44 anos, cai ao chão após ser baleado na esquina das ruas Jequitibá e Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, na manhã de segunda-feira (11). O crime aconteceu após uma discussão de trânsito e resultou na prisão do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior.

As imagens mostram um SUV da marca BYD descendo pela rua Modestina de Souza e virando na Jequitibá. Pouco depois, Laudemir e outros garis aparecem subindo a rua, assustados, até que a vítima cai, atingida por disparos. Um outro vídeo, feito por testemunhas, mostra o carro deixando o local.

Segundo testemunhas, o veículo pertence ao empresário, que foi localizado horas depois em uma academia, no bairro Estoril. Ele foi preso em flagrante e, nesta quarta-feira (13), teve a prisão convertida em preventiva.

Discussão e ameaças

De acordo com os garis que presenciaram o crime, o motorista do carro parou ao lado do caminhão de coleta e foi orientado a seguir, já que havia espaço para passar. Ele teria reagido de forma agressiva, engatilhado uma pistola e ameaçado a motorista: “se você esbarrar no meu carro eu vou dar um tiro na sua cara”. Ao tentar intervir, Laudemir foi baleado.

O suspeito negou ter passado pelo local no momento dos disparos e afirmou que, apesar de possuir um carro do mesmo modelo, não era ele quem estava dirigindo.

Arma da esposa delegada

Renê é casado com a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. A arma utilizada no crime, segundo ele, pertence à esposa. A Polícia recolheu duas armas na residência do casal, ambas registradas em nome da delegada. Ela não estava presente no momento do crime, mas foi conduzida à Corregedoria para prestar esclarecimentos e teve o celular apreendido.

A Polícia Civil investiga se houve negligência da delegada na guarda da arma, o que pode caracterizar transgressão disciplinar. Também foi instaurado inquérito para apurar possível omissão de cautela e prevaricação. Até o fim das investigações, ela segue no cargo.

Renê não possui registro ou porte de arma de fogo. Ele permanece preso no Ceresp Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte.

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