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Uma medida inusitada e polêmica promete movimentar o ambiente político da cidade de Oliveira, em Minas Gerais. A partir de uma determinação do presidente da Câmara Municipal, Gilmarzinho, vereadores terão que se submeter ao teste do bafômetro antes de participarem das sessões legislativas. A medida foi anunciada durante uma reunião ordinária e, segundo o próprio presidente, tem como objetivo preservar a ordem, o respeito e a seriedade nos debates parlamentares.
A ordem partiu do gabinete da presidência para o assessor jurídico da Casa, Dr. Cristiano Mata de Paula, que ficou encarregado de providenciar a instalação dos equipamentos. A proposta, embora inusitada, busca impedir a entrada de parlamentares sob efeito de álcool no plenário.
Segundo Gilmarzinho, a ideia é resgatar a credibilidade do Legislativo municipal e garantir que as discussões e votações ocorram com responsabilidade. “Aqui não é boteco!”, já havia declarado o presidente da Casa em tom firme nas primeiras sessões do ano, em janeiro — frase que agora se tornou símbolo da nova medida.
A exigência de sobriedade entre os parlamentares reflete uma preocupação institucional com a imagem da Câmara perante a população. Ainda não está claro, porém, se o uso do bafômetro será estendido ao público presente nas sessões, o que poderá gerar novos debates jurídicos e administrativos.
A decisão já provoca discussões na cidade e pode abrir precedente para outros Legislativos municipais. Enquanto uns defendem a iniciativa como necessária para manter o decoro, outros consideram a medida extrema. O certo é que, em Oliveira, os próximos encontros legislativos começarão com um sopro a mais — e não será apenas de discursos.
