
Foto: Federico Parra/AFP
Na última segunda-feira (22), o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, anunciou que o Ministério Público (MP) do país ordenou a prisão da jornalista Sebastiana Barráez, do site argentino Infobae; dos youtubers Norbey Marín e Wender Villalobos; dos ex-militares Mario Carratú Molina e José Colina; e da ativista pelos Direitos Humanos Tamara Sujú. Eles foram acusados de supostamente planejar um atentado contra Nicolás Maduro e contra o governador de Táchira, Freddy Bernal.
A acusação formal foi de “traição à pátria, homicídio intencional qualificado, em grau de tentativa, do presidente da República e do governador de Táchira, terrorismo e associação”. Saab também disse que os suspeitos também fizeram planos contra o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López. Ainda segundo Saab, dezenas de pessoas foram presas desde maio de 2023. Elas teriam confessado os planos e delatado cúmplices.
As conspirações, segundo o procurador-geral, teriam sido planejadas com a ajuda da Agência de Inteligência da América (CIA, no inglês), da Agência de Controle de Drogas da América (DEA) e do serviço de inteligência do exército colombiano. Os presos, ainda de acordo com Saab, estariam vinculados a planos de tomar uma brigada de infantaria do exército venezuelano em Táchira, visando conseguir armas para promover atentados.
No X, antigo Twitter, Tamara Sujú disse que estava sendo acusada por denunciar o desaparecimento do ex-militar Anyelo Heredia, que fugiu da prisão de Ramo Verde e foi recapturado por autoridades venezuelanas.
Durante o pronunciamento do procurador-geral, um vídeo foi exibido, onde o Heredia aparece dizendo que escapou da Colômbia e que planejava realizar uma operação para “tomar armas” de quartéis e “utilizar jornalistas para que fizessem pronunciamentos para dar credibilidade para a operação”. Saab também informou que o ex-militar foi preso em 16 de janeiro, em uma zona rural próxima da fronteira, em Táchira.
Em resposta à ação do MP venezuelano, o Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa da Venezuela repudiou a acusação contra a jornalista Sebastiana Barráez e também a “perseguição judicial para gerar censura e atentar contra sua liberdade e integridade”.
