

O êxtase da seleção argentina com a vitória de virada sobre a Inglaterra por 2 a 1 levou os jogadores a pegarem das arquibancadas e estenderem no gramado uma faixa escrito "As Malvinas são argentinas". A faixa política foi proibida pela Fifa no jogo.
O Código Disciplinar da Fifa prevê que as entidades podem ser punidas por exibir mensagens políticas em competições da entidade. O documento de 64 páginas especifica no parágrafo dois do item 17 que associações e clubes são responsáveis pelo "uso de gestos, palavras, objetos e qualquer outro meio de transmitir uma mensagem inadequada ao ambiente esportivo, particularmente que sejam política, ideológica, religiosa ou de natureza ofensiva".
A Fifa pode aplicar medidas disciplinares que variam de um aviso até mesmo retirada de títulos. A lista presente no código prevê:
O texto ainda prevê responsabilização de associações caso "um ou mais de seus torcedores" causem "confusão durante a execução dos hinos nacionais". Antes da partida, os argentinos abafaram o hino da Inglaterra cantando "quem não pula é inglês".
A multa prevista para uma primeira infração sobre a faixa é de R$ 31 mil em casos leves e R$ 62 mil em graves. Os valores tem aumento de 100% a cada nova infração de mesmo tipo. Os problemas durante o hino podem gerar custo de R$ 31 mil no primeiro caso e R$ 47 mil no segundo. A partir da terceira vez o aumento é de 100%.
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Jogadores da Argentina exibem bandeira "As Malvinas são argentinas" depois de vitória contra a Inglaterra — Foto: Thomas Coex/AFP
Argentina e Inglaterra entraram em conflito nos anos 1980 na disputa pela soberania do arquipélago das Ilhas Malvinas - ou Falkland para os ingleses -, que era controlada pelo Reino Unido desde 1833, mas reivindicada pela Argentina. Foram 907 mortos, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis da ilha.
A Guerra das Malvinas durou 74 dias, entre 2 de abril de 14 de junho de 1982. O controle das Malvinas segue com os britânicos até hoje.
