Veja o que se sabe e o que falta esclarecer sobre acidente com 38 mortos na BR-116 em MG

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 22/12/2024

Trabalho dos bombeiros em Minas Gerais. Foto: Divulgação

Um acidente envolvendo três veículos deixou ao menos 38 mortos e 11 feridos na BR-116, no interior de Minas Gerais, na madrugada deste sábado (21). De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), é a maior tragédia em estradas federais pelo menos desde 2007, início da série histórica disponível para consulta.

Onde o acidente aconteceu?

Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o acidente ocorreu na altura do km 285 da BR-116, em Lajinha, distrito de Teófilo Otoni.

Conforme a corporação, a colisão aconteceu por volta das 3h30 e envolveu três veículos: um ônibus da empresa Emtram, um carro de passeio, e uma carreta carregada com bloco de granito.

O ônibus havia saído do terminal do Tietê, em São Paulo, às 7h de de sexta-feira (20) com destino a várias cidades na Bahia, sendo a última parada no município de Elísio Medrado, a 230 km de Salvador.

Quais veículos se envolveram na batida?

O acidente envolveu um ônibus, um carro de passeio e uma carreta que transportava uma pedra de granito.

Vídeos gravados por pessoas que passaram pela rodovia momentos após o acidente mostram que os veículos ficaram em chamas.

De acordo com os bombeiros, até às 19h de sábado, 11 feridos foram atendidos em Teófilo Otoni. Segundo a prefeitura da cidade, sete pessoas foram levadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e quatro ao hospital Santa Rosália, também no município.

Quantas pessoas se envolveram no acidente?

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente envolveu ao menos 49 pessoas, sendo que 45 estavam no ônibus (44 passageiros e o motorista), três estavam no carro de passeio e um motorista, que não foi localizado, guiava a carreta.

O agente da PRF Fabiano Santana, que esteve no local, classificou o acidente como "uma tragédia sem precedentes para a região" e informou que a maior parte das mortes foi causada pelo incêndio do ônibus.

"Foram vítimas resgatas para o hospital, pessoas que se queimaram tentando resgatar vítimas, crianças pedindo para resgatar os pais", relatou Santana.

No início da noite, a empresa Emtram, responsável pelo ônibus, chegou a informar que 39 pessoas teriam morrido no acidente, mas o número não foi confirmado pelas autoridades estaduais.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou durante a tarde que todos os corpos de vítimas serão identificados no Instituto Médico Legal (IML) na capital Belo Horizonte e que o total de mortos só será confirmado após a identificação de todas as vítimas.

Por volta das 19h, o Corpo de Bombeiros também comunicou ter encerrado os trabalhos no local do acidente na BR-116.

O que causou o acidente?

As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais.

De acordo com a PRF, no momento em que o ônibus e a carreta se cruzaram na BR-116, possivelmente uma pedra de granito que era transportada pela carreta se soltou e acertou o ônibus, que explodiu em seguida.

Um carro, que vinha atrás da carreta, não conseguiu parar e bateu na traseira dela. Até o fim da tarde, não havia informações sobre o motorista da carreta.

Antes, as informações iniciais repassadas ao Corpo de Bombeiros apontavam que o o acidente teria acontecido após um pneu do ônibus estourar, o motorista perder o controle da direção e bater em uma carreta. Em seguida, o carro de passeio que estava atrás teria colidido com o ônibus, que pegou fogo.

Segundo a Emtram, empresa responsável pelo ônibus, o veículo, que tinha saído de São Paulo com destino a Elísio Medrado (BA), "estava com sua revisão em dia e pneus novos, além de possuir sistema de monitoramento".

De acordo com apuração da Inter TV, afiliada da TV Globo, exatamente no trecho da rodovia onde ocorreu o acidente havia um radar que limitava a velocidade dos veículos a 60 km/h. Este e outros radares foram removidos recentemente após vencimento do contrato.

Nos últimos dias, ao menos três acidentes com vítimas fatais aconteceram em frente a locais onde os radares existiam, mas foram retirados. De acordo com o DNIT, novos radares serão colocados nos mesmos locais em 2025, com uma nova empresa responsável pela instalação.

Quem são e como será feita a identificação das vítimas?

Os corpos serão identificados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais. A identificação dos corpos será feita por análises de DNA, arcada dentária, e impressões digitais. As autoridades ainda não divulgaram umas lista de mortos e feridos.

Durante o sábado, os corpos foram retirados do local do acidente, na BR-116, e levados para o Posto Médico-Legal, também em Teófilo Otoni. No fim da tarde, foram trasladados em um caminhão frigorífico com destino à capital mineira. A previsão de chegada à capital era na madrugada deste domingo (22).

O que diz a polícia?

A Polícia Civil de Minas Gerais emitiu um comunicado informando que está investigando o acidente, e que policiais e peritos estiveram no local para identificar e coletar vestígios que irão subsidiar a investigação.

Veja, abaixo, a nota na íntegra da Polícia Civil de MG:

"A Polícia Civil de Minas Gerais, tão logo tomou conhecimento do acidente de trânsito registrado nesta madrugada (21/12), na BR-116, requisitou a presença da perícia e de policiais no local dos fatos para identificar e coletar vestígios que irão subsidiar a investigação.

Os corpos das vítimas foram levados para o Posto Médico-Legal, em Teófilo Otoni, para exames e identificação. Uma equipe do Instituto Médico Legal André Roquette (IMLAR), de Belo Horizonte, foi encaminhada ao município e auxilia nesses trabalhos.

A PCMG esclarece, ainda, que todos os corpos serão levados para o IML da capital mineira para exames e posterior liberação às famílias. Importante ressaltar que o total de óbitos só será definido após a identificação de todas as vítimas. Oportunamente, mais informações poderão ser divulgadas".

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