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A União Europeia (UE) chegou, na sexta-feira(9), a um acordo provisório sobre uma legislação inédita no mundo para regular o uso da inteligência artificial (IA).
O acordo político entre os países do bloco e do Parlamento Europeu estabelece uma referência para aproveitar os potenciais benefícios da tecnologia, ao mesmo tempo que tentam se proteger contra os seus possíveis riscos.
A lei, chamada de Lei da IA , ainda deve ser votada pelo Parlamento e no Conselho Europeu, que é composto por representantes dos 27 países da união, para ter validade.
Entre as obrigações das empresas que produzem a tecnologia de inteligência artificial, como a OpenAI e Google, estão:
Outro ponto é que os cidadãos devem ter o direito de apresentar queixas sobre sistemas de IA e receber explicações sobre decisões que afetem os seus direitos.
“A Europa posicionou-se como pioneira, compreendendo a importância do seu papel como definidor de padrões globais”, publicou no X (antigo Twitter) Thierry Breton, comissário europeu que ajudou a negociar o acordo.
A nova regulamentação é fundamentada na “abordagem baseada no risco”, onde um conjunto definido de aplicações enfrenta maior supervisão e restrições. A supervisão humana também seria necessária na criação e implantação dos sistemas.
