
Victor Bruno da Silva Santos, de 18 anos, é considerado foragido — Foto: Reprodução
Quase um ano após o crime que chocou Coité do Nóia e toda a região agrestina de Alagoas, o principal suspeito de dopar, agredir e estuprar a jovem Maria Daniela Ferreira Alves, então com 17 anos, continua foragido. O caso ocorreu em dezembro do ano passado, durante uma confraternização na zona rural do município, em uma chácara pertencente à família do acusado.
O inquérito conduzido pela Delegacia de Palmeira dos Índios foi concluído no início deste ano, e a Justiça decretou a prisão preventiva de Victor Bruno da Silva Santos, de 18 anos, mas, até agora, seu paradeiro é desconhecido. De acordo com a polícia, diversas denúncias chegaram ao longo dos meses, porém muitas delas eram falsas e prejudicaram o andamento da investigação.
“Chega muita denúncia. Uns falam que ele foi embora, outros falaram que foi para Bolívia e ainda que continua escondido em Coité do Nóia. Ficam passando informação errada que eu acredito que seja para atrapalhar”, afirmou o policial civil Diogo Martins, que integrou a equipe responsável pelo caso.
Laudo toxicológico confirmou que Maria Daniela foi dopada antes do estupro. Segundo a denúncia, a jovem chegou à confraternização e, horas depois, foi levada em estado grave pelo suspeito até uma unidade de saúde — desorientada, com traumatismo craniano, marcas de sangue no corpo e sinais evidentes de violência sexual.
Devido à gravidade das lesões, ela foi transferida para a UTI, onde permaneceu em coma por quatro dias. Desde então, a vítima enfrenta uma longa rotina de tratamentos. Hoje, quase um ano após o crime, Daniela faz fisioterapia, tratamento psiquiátrico e aplica injeções para tentar recuperar parte da mobilidade comprometida.
A mãe da jovem, Sandra Maria Ferreira, desabafa sobre a sensação de abandono e clama por justiça. “Nada foi feito. O rapaz continua foragido. Minha filha ainda sofre, o cérebro dela está ‘travado’. Só Deus e eu sabemos o sofrimento”, disse.
Segundo Sandra, a rotina de cuidados é intensa: “Levo ela para fisioterapia em Palmeira dos Índios. Quando chega, tem que tomar injeção. É difícil demais. Estou pedindo justiça pela minha filha, pelo amor de Deus.”
Enquanto a família luta pela recuperação de Daniela, o suspeito segue solto. O mandado de prisão segue ativo, e a polícia reforça que qualquer informação concreta sobre o paradeiro de Victor Bruno pode ser repassada anonimamente para ajudar na captura.
O caso, que mobilizou a opinião pública desde o início, permanece sem solução definitiva — e a angústia da família cresce a cada dia em que o acusado permanece em liberdade.
