
Foto: Mikhail Klimentyev/ Sputnik/ Kremlin Pool Photo via AP
O procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin, pediu às autoridades brasileiras que cumpram um mandado internacional de prisão caso o presidente russo, Vladimir Putin, compareça à cúpula do G20 no Brasil, em novembro.
"Espero sinceramente que o Brasil o prenda, reafirmando sua condição de democracia e de Estado de Direito. Se isso não for feito, corre-se o risco de se criar um precedente no qual os líderes acusados de crimes podem viajar impunemente", disse Kostin, referindo-se ao tratado que estabeleceu o TPI.
Em março de 2023, cerca de um ano após a invasão da Rússia à Ucrânia, o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, emitiu um mandado de prisão contra Putin. A Corte acusou Putin do crime de guerra de deportação de crianças.
A Rússia nega as alegações de crimes de guerra, e o Kremlin rejeitou o mandado do TPI, considerando-o "nulo e sem efeito".
Nesta segunda-feira (14), ao ser questionado por repórteres, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que não havia sido tomada uma decisão sobre a participação de Putin na reunião das 20 principais economias do mundo no Brasil.
