Trump diz para companhias aéreas considerarem espaço aéreo da Venezuela fechado

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 29/11/2025

Maduro teria indicado à Casa Branca que aceitaria deixar o poder que foi rejeitado por Trump | Reuters e Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (29) para que companhias aéreas considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela fechado, aumentando a tensão para uma ação iminente dos EUA contra o país.

O comentário feito na rede Truth Social, da qual Trump é dono, também foi destinado a "pilotos, narcotraficantes e traficantes de pessoas". Veja a íntegra:

"A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas: considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado. Obrigado a todos pela atenção a este assunto".

No dia 21 de novembro, o governo Trump emitiu alerta para que as companhias aéreas "exercessem cautela" e evitassem sobrevoar o espaço aéreo venezuelano. Porém, o uso da expressão "espaço aéreo fechado" usada por Trump hoje não havia aparecido naquele primeiro momento.

O comunicado da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos EUA citou o "agravamento da situação de segurança e o aumento da atividade militar na Venezuela e arredores" e afirmou que as ameaças podem representar riscos para aeronaves em todas as altitudes.

A recomendação levou várias companhias aéreas a suspender voos que cruzavam o território venezuelano ou que tinham o país como destino.

O cancelamento dos voos pelas companhias levou o governo venezuelano a revogar a licença de ao menos seis companhias aéreas, entre as quais estão a portuguesa TAP, a colombiana Avianca, a Turkish Airlines e a brasileira Gol. A medida foi anunciada pelo governo de Nicolás Maduro ainda na quinta-feira (27).

Caracas acusou as companhias de "terem aderido às ações de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos EUA", instando a retomada dos voos em um prazo de 48 horas.

Ofensivas terrestres na Venezuela podem começar em breve

Na quinta-feira (27), Trump havia afirmado que ofensivas terrestres contra o narcotráfico na Venezuela deveriam começar "muito em breve", sem dar detalhes de como a ação ocorreria.

Durante uma conferência com militares, Trump afirmou que o tráfico de drogas por mar está diminuindo. Agora, segundo ele, os EUA passarão a impedir também o transporte de entorpecentes por terra, considerado por ele “mais fácil”.

“Alertamos eles a pararem de enviar veneno para o nosso país”, acrescentou.

Segundo a apuração do "New York Times", Trump já havia ligado para Maduro no fim de semana dos dias 22 e 23 de novembro. Fontes com conhecimento do assunto afirmaram que os dois discutiram a possibilidade de um encontro nos Estados Unidos, mas não há reunião presencial marcada Também não foram divulgados detalhes sobre o conteúdo da conversa.

O jornal informou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também participou da chamada. Ele é um dos principais críticos do regime de Maduro dentro do governo americano.

Ainda segundo o NYT, a ligação aconteceu dias antes de entrar em vigor a decisão do Departamento de Estado de classificar o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira. Os EUA acusam Maduro de liderar o suposto cartel, o que motivou o aumento da presença militar americana na região.

O cerco no Caribe

Desde agosto para cá, forças americanas atacaram 21 embarcações no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, identificando-as supostamente por participarem do tráfico internacional de drogas. Tais ações já deixaram 83 mortos.

Segundo o "The New York Times", o presidente Donald Trump já tem uma série de opções militares na mesa, incluindo ataques a autoridades venezuelanas e medidas para assumir o controle do petróleo do país.

Já a revista "The Atlantic" afirma que Maduro estaria disposto a negociar a saída do poder, desde que recebesse anistia e garantias de segurança para viver no exílio. A Rússia diz estar pronta para ajudar Venezuela na escalada contra os EUA.

Além do envio de vários navios de guerra ao Mar do Caribe e de um submarino nuclear, os Estados Unidos também deslocaram caças, bombardeiros e helicópteros para o sul do Caribe.

Junto a esse cerco, estão bases militares que os EUA mantêm na região, além de estruturas de segurança cooperativa instaladas em aeroportos de países parceiros -- dois deles a menos de 100 km da Venezuela.

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