Trump divulga imagem de Maduro capturado e afirma que futuro da Venezuela ainda está em decisão

Por: Victor Fernando/Rádio Sampaio
 / Publicado em 03/01/2026

Trump divulga foto de Maduro após captura do líder — Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou neste sábado (3) uma imagem que mostra o presidente venezuelano Nicolás Maduro vendado, usando moletom e aparentemente algemado, a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima, da Marinha norte-americana. Segundo Trump, Maduro foi capturado por forças dos EUA durante uma operação realizada na madrugada deste sábado, em Caracas.

De acordo com o presidente norte-americano, Nicolás Maduro e sua esposa foram retirados da Venezuela e seguem para Nova York em um dos navios da Marinha dos Estados Unidos posicionados no Caribe desde o fim de 2025. Até então, o paradeiro do líder venezuelano era desconhecido.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que ainda está decidindo sobre o futuro político da Venezuela. Questionado se a líder da oposição, María Corina Machado, seria colocada no poder, ele respondeu que a decisão ainda não foi tomada e citou também a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, como possibilidade.

Durante a entrevista, Trump declarou que os Estados Unidos passarão a estar “fortemente envolvidos” com a indústria petrolífera da Venezuela, sem detalhar como se dará essa participação. Segundo ele, a China continuará recebendo petróleo venezuelano.

O presidente dos EUA disse ainda que acompanhou a captura de Maduro ao vivo, por meio de transmissão feita por agentes que participaram da missão. “Foi como ver um programa televisivo”, afirmou. Trump revelou também que a operação estava prevista para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiada devido às condições climáticas. Segundo ele, Maduro teria tentado negociar uma saída pacífica do poder cerca de uma semana antes da ofensiva, proposta que foi recusada.

A ação militar ocorreu após meses de especulações e aumento da presença militar dos EUA no Mar do Caribe. Na madrugada deste sábado, uma série de explosões foi registrada em Caracas, com relatos de tremores, sobrevoo de aeronaves em baixa altitude e interrupção no fornecimento de energia elétrica em algumas áreas, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.

O governo venezuelano confirmou que o país sofreu um ataque e anunciou a decretação de estado de comoção exterior em todo o território nacional. Em comunicado, afirmou que a ofensiva teria como objetivo tomar recursos estratégicos, como petróleo e minerais, classificando a ação como uma tentativa de “mudança de regime” e “guerra colonial”. A Venezuela também declarou que se reserva ao direito de legítima defesa e pediu solidariedade de países da América Latina e do Caribe.

A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber o paradeiro de Maduro e cobrou do governo norte-americano uma prova de vida do presidente. A pressão dos Estados Unidos sobre o governo venezuelano vinha se intensificando desde agosto, quando a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro foi elevada para US$ 50 milhões. Desde então, navios petroleiros venezuelanos foram apreendidos, bloqueios marítimos foram determinados e autoridades americanas passaram a sinalizar abertamente a intenção de derrubar o governo venezuelano, em meio ao interesse estratégico nas reservas de petróleo do país, consideradas as maiores do mundo.

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