TRE-AL vai fazer auditoria nas urnas eletrônicas da eleição suplementar de Campo Grande

TRE-AL vai fazer auditoria nas urnas eletrônicas da eleição suplementar de Campo Grande

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) informou, nesta sexta-feira (13), que vai fazer auditoria de funcionamento das urnas da eleição suplementar para prefeito e vice-prefeito do município de Campo Grande, no Agreste. A votação está marcada para o dia 12 de setembro.

O procedimento de auditoria é conhecido como votação paralela e vai ser realizado pela primeira vez em uma eleição suplementar em Alagoas.

“A implementação deste procedimento tem por objetivo demonstrar a segurança e a lisura do sistema de votação eletrônico. Todos os atos referentes ao pleito suplementar de Campo Grande já estão sub a supervisão de uma Comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que, ao final dos trabalhos, elaborará um relatório específico sobre a segurança da eleição”, explicou o presidente do TRE de Alagoas, desembargador Otávio Leão Praxedes.

Após as eleições do dia 15 de novembro de 2020, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro de candidatura de Arnaldo Higino (PP), prefeito reeleito e determinou a realização de uma nova eleição em Campo Grande.

Arnaldo Higino foi a condenação por ato doloso de improbidade administrativa. Ele teve 51,40% dos votos e derrotou Cícero Pinheiro, que ficou em segundo lugar com 48,11%. A eleição havia sido marcada para o dia 11 de abril, mas foi suspensa por causa do aumento de casos da Covid-19 no município.

Todo o trabalho de auditoria é realizado pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, que será presidida pelo juiz auxiliar da Presidência, Hélio Pinheiro Pinto, e contará com a participação de sete servidores. A procuradora regional eleitoral, Raquel Teixeira, atuará como representa do Ministério Público para acompanhar os trabalhos da Comissão.

Como funciona a votação paralela

A votação paralela é uma auditoria da Justiça Eleitoral para confirmar a segurança da urna eletrônica. O procedimento consiste em simulação da votação com urnas oficiais alimentadas com as listas oficiais de candidatos e de eleitores. Pelo confronto das votações, ou seja, por meio da contagem das cédulas de papel e da totalização dos votos das urnas. Os resultados deverão coincidir a fim de comprovar que não há adulteração.


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