
Trair deve deixar de ser crime em breve em Nova York- Foto: Reprodução CNN
O projeto que busca revogar uma lei estadual que classifica o adultério como contravenção sujeita a até três meses de cadeia foi aprovado no Senado estadual e agora segue para a sanção da governadora de Nova York, Kathy Hochul.
Só que muitos novaiorquinos não faziam ideia da existência da lei, que foi criada em 1907. O assunto logo gerou interesse (para alguns, preocupação) e ganhou uma enorme repercussão.
A legislação estadual de Nova York determina que alguém casado é culpado de adultério quando tem uma relação sexual com outra pessoa que não seja o cônjugue. Quem tem relação sexual com a pessoa casada, mesmo que seja solteiro, também é considerado culpado perante a lei.
A medida foi aplicada pouquíssimas vezes ao longo da história, apenas 13 vezes desde 1972, segundo o autor do texto que busca revogar a regra, o democrata da Assembleia Estadual de Nova York Charles Levine.
Na Nova York de 1907, o adultério era o único motivo aceito pela Justiça para conceder o divórcio. Por isso, alguns casais que queriam muito se separar chegavam até a forjar uma traição juntos.
Um artigo daquele ano publicado no jornal The New York Times afirma que, para que a lei fosse aplicada, era necessário provar não só o adultério, mas que o ato aconteceu sem que a pessoa traída soubesse ou fosse conivente com isso. À época, a pena prevista pelo adultério poderia ser de até um ano de prisão e/ou o pagamento de até 500 dólares de multa.
