
OMS/ Reprodução
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, celebrou o fim do desembarque dos passageiros do cruzeiro MV Houndis, na noite dessa segunda-feira (11/5), mas alertou que “o trabalho não terminou”.
De acordo com Ghebreyesus, a OMS continuará a trabalhar de perto com especialistas de todos os países envolvidos. “Solicitamos que relatem à OMS sobre a saúde e o bem-estar dos passageiros e da tripulação através da plataforma IHR semanalmente”, disse pelas redes sociais.
O cruzeiro, atingido por um surto de hantavírus, tinha passageiros de 23 nacionalidades diferentes. O desembarque foi feito em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Cada país ficou responsável pelo voo de repatriação de seus nacionais. Ghebreyesus foi às Ilhas Canárias e supervisionou de perto o trabalho. Ao fim da missão, o chefe da OMS parabenizou o governo da Espanha.
“A Espanha executou esta operação complexa com estilo e não estou surpreso — testemunhei uma liderança excepcional, profissionalismo e expertise”, disse.
Governo espanhol celebra trabalho
Em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (12/5), o presidente espanhol, Pedro Sánchez, explicou a decisão de receber o navio no território do país. Decisão que foi criticada por muitos espanhóis.
Sánchez disse que não poderia faltar ao Direito Internacional e nem com os cidadãos espanhóis que estavam dentro da embarcação. “O mundo não precisa de mais egoísmo”, destacou. Ele ainda agradeceu aos 400 profissionais que participaram da ação. “A operação foi um êxito”, concluiu.
