
Tarcísio de Freitas | Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (11) em uma rede social que se reuniu com Gabriel Escobar, Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, em Brasília, para discutir a tarifa imposta por Donald Trump.
E voltou a dizer que "a responsabilidade é de quem governa". Tarcísio afirmou também que vai abrir diálogo com as empresas de São Paulo sobre a tarifa.
"Acabo de me reunir com Gabriel Escobar, Encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, em Brasília. Conversamos sobre as consequências da tarifa para a indústria e agro brasileiro e também o reflexo disso para as empresas americanas. Vamos abrir diálogo com as empresas paulistas, lastreado em dados e argumentos consolidados, para buscar soluções efetivas. É preciso negociar. Narrativas não resolverão o problema. A responsabilidade é de quem governa", disse o governador em publicação no X.
Em nota, a Embaixada dos EUA em Brasília confirmou a reunião e disse que "diplomatas americanos se reúnem regularmente com governadores brasileiros. A Embaixada dos EUA promove os interesses das empresas americanas e a cooperação bilateral."
Tarcísio já tinha responsabilizado o governo federal na quinta-feira (10) pela tarifa, também em uma publicação no X, afirmando que "Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado" e que "a responsabilidade é de quem governa".
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Tarifa de 50%: Tarcísio responsabiliza Lula por taxa de Trump sobre o Brasil — Foto: Reprodução
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio é cotado para disputar a Presidência contra o atual presidente em 2026.
Em resposta a Tarcísio, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que "quem está colocando ideologia acima dos interesses do país é o governador Tarcísio e todos os cúmplices de Bolsonaro que aplaudem o tarifaço de Trump contra o Brasil".
Segundo ela, os adversários do PT "pensam apenas no proveito político que esperam tirar da chantagem do presidente do EUA" e que se trata da "continuação do golpe pelo qual Bolsonaro responde no STF, agora usando tarifas de um país estrangeiro".
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), também comentou o posicionamento do governador de São Paulo e disse que ele é candidato " vassalo".
