
Foto: Slaven Vlasic/para o The New York Times/Getty Images
Nesta segunda-feira (29), a Suprema Corte americana decidiu continuar monitorando as publicações do bilionário Elon Musk no X, antigo Twitter, fazendo com que o empresário precise de aprovação legal para certas publicações relacionadas à Tesla, uma de suas empresas.
A restrição ocorre desde 2018, com a Comissão de Valores Mobiliários (SEC, no inglês) dos Estados Unidos avaliando se os posts de Musk podem impactar negativamente o preço das ações da montadora e, por consequência, no valor da empresa.
Em 2023, o bilionário recorreu ao tribunal federal de apelações para tentar se livrar do monitoramento, mas teve o pedido negado. Posteriormente, o pedido foi levado à Suprema Corte, que respondeu negativamente hoje. A defesa de Musk alega que essa atitude fere a liberdade de expressão de seu cliente, especificamente a Primeira Emenda à Constituição dos EUA.
Apesar disso, uma apuração feita pelo tribunal federal de apelações constatou que a SEC investigou apenas três publicações de Musk, sendo uma relacionada a uma afirmação de que ele estaria perto de tornar a Tesla privada, outra sendo uma informação falsa sobre a produção de veículos da empresa, e um anúncio de que ele venderia 10% de suas ações da montadora.
