Suplente de Soraya Thronicke critica fala da senadora contra frei Gilson

Por: Rádio Sampaio com Metrópoles
 / Publicado em 26/04/2026

Geraldo Magela/Agência Senado — Daniel Xavier/Canção Nova

Suplente de Soraya Thronicke (PSB) no Senado Federal, o deputado Rodolfo Nogueira (PL) reagiu às críticas da titular a Frei Gilson. A senadora usou suas redes sociais para chamar o religioso de “misógino” e “falso profeta” após a divulgação de um vídeo no qual ele falava a fiéis sobre o suposto papel da mulher no casamento.

Nogueira classificou as declarações de Soraya Thronicke como “perseguição” e defendeu o frei por “pregar valores cristãos”. “A Soraya resolveu atacar o Frei Gilson e chamá-lo de misógino por ele pregar o Evangelho. É aquele negócio: quando a lacração ultrapassa os limites”, disse.

“Querer rotular um religioso que prega valores cristãos como intolerante ou misógino é, no mínimo, desonestidade intelectual. O que está acontecendo não é defesa de direitos — é perseguição disfarçada de discurso bonito”, afirmou Nogueira.

“Papel do homem”

Na referida pregação, Frei Gilson disse que a Bíblia defendeu o papel do homem como “chefe do lar” e o da mulher como “auxiliar”.

“Deus faz uma promessa para Adão. Eu vou fazer alguém para ser sua auxiliar. Aqui você já começa a entender qual é a missão de uma mulher. Ela nasceu para auxiliar o homem. O que é a missão de uma mulher. Deus deu ao homem a liderança. É claro ver que Deus deu ao homem o ser o chefe. Isso está na Bíblia. O homem é o chefe do lar. O homem foi dado a ele a liderança”, afirmou o frei.

Em sua resposta, Soraya Thronicke lamentou: “Haja fé para sobrevivermos nestes tempos. Mais um falso profeta. São freis, padres, pastores, pais de santo, políticos e etc, usando o nome de Deus em vão. Apesar da nossa laicidade, não posso deixar de destacar que eles infringem diuturnamente a própria fé que propagam, norma disposta no 3º mandamento”, disse a senadora.

“Censura religiosa”

Na defesa de Frei Gilson, Rodolfo Nogueira afirmou que as palavras de Soraya Thronicke representaram “censura religiosa” contra a pregação. “Nós reconhecemos, sim, o trabalho sério de evangelização, a entrega, a dedicação e a coragem de levar a Palavra de Deus a tantas pessoas. Isso é missão, isso é propósito, isso é fé de verdade”, disse o deputado.

“Vivemos em um país laico, sim. Mas laicidade não é censura religiosa. Laicidade é garantir que todos possam se expressar — inclusive quem prega o Evangelho. O que incomoda essa turma da lacração não é o Frei Gilson. O que incomoda é a mensagem que ele carrega. E fica a pergunta: desde quando pregar a Bíblia virou crime? Desde quando defender princípios cristãos virou motivo de ataque?”, questionou.

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