


O soldado das Forças de Israel (FDI), alvo da Justiça do Brasil por supostos crimes de guerra na Faixa de Gaza, deixou o país neste domingo (5). Ele foi identificado como Yuval Vagdani, do 432º Batalhão das Brigadas Givati. O soldado israelense passava temporada de férias no Brasil e registros mostram que ele estava em Morro de São Paulo, no estado da Bahia, com amigos. As informações constam nos autos judiciais do caso, aos quais o Metrópoles teve acesso.
A família de Yuval Vagdani concedeu uma entrevista à emissora Kan, na qual informou que o homem deixou o Brasil horas após o caso vir à tona. Vagdani teria sido avisado por Israel. Segundo o jornal Times of Israel, um amigo que viajava com o soldado teria recebido mensagem de uma representação diplomática de Israel informando sobre o caso.
Conforme acusação, Vagdani teria participado da demolição controlada de um quarteirão inteiro na região conhecida como corredor Netzarim, na Faixa de Gaza, em outubro de 2024, em uma ação fora de combate, o que é vetado pelas leis internacionais.
Ameaças
A advogada da Fundação Hind Rajab (HRF), instituição que denunciou o soldado israelense de supostos crimes de guerra, está assustada com a série de ameaças na rede social dela. Desde que a notícia se espalhou, a mulher tem recebido ataques virtuais - com uma série de ameaças contra a integridade dela.
Além disso, um parlamentar israelense fez ameaças contra o Brasil e chamou o país de “patrocinador de terroristas” após um soldado das Forças de Defesa de Israel (FDI) ser alvo da Justiça Brasileira. A declaração foi publicada por Dan Illouz (foto abaixo) no X neste domingo (5).
“Israel não ficará de braços cruzados diante da perseguição de seus soldados, e se o Brasil não corrigir seus hábitos, pagará um preço”- afirmou.