


A Shein vai pagar o ICMS no lugar dos consumidores que fizerem compras de até US$ 50, anunciou nesta terça-feira o presidente do e-commerce chinês na América Latina, Marcelo Claure.
O movimento se dá após a Shein aderir ao Remessa Conforme, programa do governo federal que isenta de imposto de importação compras até aquele valor, mas estabelece alíquota de 17% de ICMS.
A Shein não informa quanto vai gastar para cobrir o imposto, mas, a julgar por estimativas sobre suas vendas no Brasil, a conta deve ser bilionária. No ano passado, a Shein vendeu cerca de R$ 8 bilhões no país, calcularam analistas do BTG Pactual e do Itaú BBA. Aplicando-se alíquota de 17% sobre esse valor, o ICMS seria da ordem de R$ 1,3 bilhão.
A conta sofreria um desconto porque apenas parcela daquele volume se refere a compras até US$ 50, mas é provável que as receitas da companhia no país tenham crescido em ritmo acelerado este ano, puxando a cifra para cima.
Há alguns meses, a Shein tinha anunciado o investimento de R$ 750 milhões para fabricar no Brasil.