Desde o início dos Jogos Olímpicos de Paris, basta conversar com um motorista de táxi ou de aplicativo nas ruas da capital francesa para sentir a decepção generalizada diante da falta de clientes.
“Prometeram 15 milhões de turistas e até agora nada. Adiei as minhas férias achando que seria um bom negócio, mas o movimento está bem baixo”, reclamou o taxista Adel. “Em alguns bairros parece até a época da pandemia de Covid”, disse o motorista.
O taxista aponta dificuldades enfrentadas pela categoria há meses em razão das obras dos preparativos para os Jogos, que já vinham impactando o setor.
Para completar, desde 18 de julho a introdução de perímetros de segurança e o fechamento provisório de muitos pontos de táxi nas zonas olímpicas restringiram drasticamente a atividade dos motoristas.
Mas a principal crítica dos profissionais do setor é sobre o número de passageiros bem abaixo do esperado. Os turistas têm preferido usar os transportes públicos, seguindo a recomendação dos organizadores dos Jogos que, além de tentar realizar um evento ecologicamente mais responsável, queriam evitar uma sobrecarga do sistema.
Diante da situação, eles pedem ao governo a criação de um “fundo de compensação financeira que cubra todo o período de privatização de locais de eventos ou espaços públicos (ou seja, de março até o final de outubro de 2024)”.
O ministro dos Transportes, Patrice Vergriete, disse que estava levando em consideração “todas as questões levantadas pelas federações de táxi em relação a esses Jogos Olímpicos e Paralímpicos” e que estava “comprometido em estudar as solicitações feitas pelo setor”.