
O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão no plenário do STF — Foto: Fellipe Sampaio /STF/
Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, informou nesta sexta-feira (18) que revogou os vistos americanos para o ministro do STF, Alexandre de Moraes, "de seus aliados e de seus familiares imediatos".
"O presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos", diz a postagem de Rubio na rede social X.
"Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato" — não está claro quem seriam os aliados citados.
A decisão ocorre no mesmo dia em que Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trump.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agradeceu a Trump e a Rubio pela revogação do visto de Moraes.
"Eu não posso ver meu pai e agora tem autoridade brasileira que não poderá ver seus familiares nos EUA também - ou quem sabe até perderão seus vistos", diz o deputado, que está licenciado e estabeleceu residência nos EUA.
A retirada do visto de Moraes não caracteriza a aplicação da Lei Magnitsky sobre Moraes pelo governo dos EUA. Bolsonaristas pedem há meses que o dispositivo seja usado contra o ministro do STF.
Trata-se de um mecanismo legal criado em 2012, durante o governo Obama, com o apoio de republicanos e democratas, com duas frentes: a econômica e a voltada para os direitos humanos.
