
Secretaria de Saúde de Pernambuco confirma três casos de infecção por superfungo - Foto: Ilustração
Nas últimas semanas, a Secretaria do Estado de Saúde (SES) de Pernambuco confirmou três casos de infecção pelo superfungo Candida auris, em hospitais das cidades de Paulista, Olinda e Recife. As vítimas são um homem de 48 anos e dois idosos, de 66 e 77 anos. Não há relação entre os casos e as contaminações parecem ter ocorrido de modo natural.
Na última quinta-feira (25), a SES informou, por meio do seu site, que criou um comitê técnico, visando monitorar os casos e combater o fungo. O grupo reúne integrantes da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de Pernambuco, do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), também de Pernambuco, das secretarias executivas de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (Sevsap), de Atenção à Saúde (Seas) e de Regulação em Saúde. Especialistas em infectologia também participam do comitê.
O fungo em questão provoca uma série de infecções no organismo, incluindo na corrente sanguínea, podendo levar à morte do seu portador. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) dos Estados Unidos, mais de um em cada três pacientes com o C. auris vão a óbito. O CDC ainda informa que algumas linhagens do superfungo podem ser resistentes a todas as três categorias de medicamentos antifúngicos.
A transmissão normalmente acontece em unidades hospitalares. Segundo a SES, a prevenção passa pela higiene das mãos, pelo uso de equipamento de proteção adequado e pela limpeza e desinfecção dos ambientes ligados à saúde.
Em novembro de 2020, em Salvador (BA), foi identificado o primeiro caso de infecção pelo Candida auris no Brasil. A vítima foi uma mulher de 59 anos, que estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em dezembro do mesmo ano, na mesma cidade, 15 casos e duas mortes foram registrados. Em 2021, houve uma infecção em um hospital da rede pública da Bahia.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em janeiro de 2022 foram registrados dois casos, em idosos de 67 e 70 anos, em um hospital de Recife.
