
Thiago Ataíde / Ascom Seduc
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) segue estudando alternativas, no sentido de fortalecer a educação básica nas escolas indígenas espalhadas por todo o estado. Maceió foi palco do 1º Encontro das Escolas Indígenas de Alagoas, com o tema “(RE) significando, problematizando currículos”.
Com o apoio de pesquisadores, de representantes do Fórum Estadual Permanente de Educação Escolar Indígena (FEPEEIND) e de lideranças das comunidades tradicionais, os participantes debateram os estudos, iniciados há mais de duas décadas, sobre a construção de um documento que contemple as particularidades dos povos indígenas, considerando o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI).
Durante o encontro, foram discutidos temas como a disparidade entre o currículo convencional e o currículo para e com a educação escolar indígena.
Segundo o coordenador da Gerência de Educação Escolar Indígena, o professor indigenista Gilberto Ferreira, Alagoas conta com 227 professores indígenas. Eles atuam nas 17 escolas de cinco Gerências Especiais de Educação (GEEs), garantindo a educação básica em todas as suas fases, do ensino infantil ao ensino médio, além da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI).
Estrutura
Em agosto deste ano, o Governo de Alagoas entregou a reforma da Escola Estadual Indígena Balbino Ferreira, em Palmeira dos Índios, e autorizou, ainda, a construção de mais quatro unidades para contemplar os povos Akonã (em Traipu), Karapotó (São Sebastião), Kalankó (Água Branca) e Karuazu (Pariconha).
