Saiba identificação oficial dos mortos na saída do Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano

Por: Rádio Sampaio
 / Publicado em 11/02/2026

Aranha é assassinado após deixar o Presídio do Agreste- Foto: Reprodução

 

Dois homens foram mortos a tiros na saída do Presídio do Agreste, no município de Girau do Ponciano, nesta terça-feira (10). O crime ocorreu no momento em que um reeducando conhecido como “Aranha” deixava a unidade prisional após receber alvará de soltura.De acordo com as primeiras informações, amigos do detento foram até o local para buscá-lo após a liberação. Quando o grupo deixava a área do presídio, foi surpreendido por atiradores que estavam em outro veículo, de onde partiram os disparos.

“Aranha” e um amigo foram atingidos e morreram no local antes de receber socorro. O terceiro homem que os acompanhava conseguiu fugir e sobreviveu ao atentado.

No Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca os corpos foram identificados oficialmente.

O reenducando Ivanildo Nascimento Silva, mais conhecido como “Aranha”, tinha 42 anos. Segundo as investigações, era faccionado ligado ao Comando Vermelho (CV) e, por ser considerado um preso perigoso, o traficante já chegou a ser transferido para presídios federais, como Catanduvas (PR) e Porto Velho (RO).

Aranha respondia por tráfico de drogas, homicídio doloso, tentativa de homicídio e era investigado pelo envolvimento em, pelo menos, dez assassinatos que ocorreram em Maceió. Ele cumpria pena no Presídio do Agreste, classificado como “preso de alta periculosidade”. Entre as mortes atribuídas a ele estão a do tenente da Polícia Militar, Antônio Ângelo da Silva, e a dos adolescentes Edvan de Melo Almeida, de 16 anos, e Paulo Igor de Melo Almeida, de 13 anos.

Segunda vítima 

O segundo homem morto foi Hamiriel Silva, de 29 anos, casado. Segundo informações, ele era um universitário evangélico e morava em Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas.

Estudante do 5º período do curso de Direito na Faculdade São Vicente (Favispa), em Pão de Açúcar, trabalhador e pai de uma bebê de quatro meses, Hamireil era conhecido pela atuação ativa na comunidade e em atividades religiosas. Ele era da Igreja Assembleia de Deus Missão em Santana do Ipanema e não tinha antecedentes.

Segundo informações apuradas, Hamiriel estava no local para atender a um pedido de natureza profissional ( representando o escritório de advocacia) e acabou atingido pelos disparos.

O velório de Hamiriel acontece no Templo da Assembleia de Deus, na Rua Pedro Brandão, em Santana do Ipanema. O sepultamento está marcado para esta quarta-feira, às 16h, no Cemitério São José, no bairro Barroso.

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