
Foto: Arquivo/Rádio Sampaio
Na manhã desta quinta-feira (13), o ex-governador e candidato a vice na chapa com Paulo Dantas (MDB), Ronaldo Lessa (PDT), participou por chamada telefônica do programa Nosso Encontro da Rádio Sampaio 94.5 FM.
Ronaldo Lessa iniciou falando sobre o afastamento do governador Paulo Dantas. De acordo com ele, o que ocorreu foi uma jogada política na tentativa de desestabilizar um candidato que teve 20% a mais de votos que seu adversário e que quase ganhou no primeiro turno.
“Ele [Paulo Dantas] foi afastado por uma decisão monocrática de uma ministra. Primeiro que é estranho uma pessoa só tomar uma decisão dessa, tinha que ser uma corte especial como vai acontecer hoje. Segundo, o motivo que eles alegaram é que foi pra ele, como governador, não interferir nas investigações, essas acusações tem anos e essa investigação não foi feita”, disse Ronaldo Lessa.
Segundo Lessa, a decisão da ministra do STJ Laurita não tem sentido algum, já que a investigação poderia ser realizada após o segundo turno, além de outros políticos estarem sendo investigados e não serem afastados dos cargos que ocupam.
O candidato a vice-governador afirmou também que a população alagoana abraçou com toda convicção as propostas de governo da chapa Paulo Dantas e Ronaldo Lessa durante a campanha no primeiro turno, e não pode ser diferente nessa caminhada rumo a vitória no segundo turno.
Sobre o que vai acontecer no dia primeiro de janeiro, caso Paulo Dantas e Ronaldo Lessa ganhem a eleição, ele afirmou que acredita que a decisão do afastamento será revertida ainda hoje. Caso não seja revertido o afastamento, Paulo Dantas tomaria posse, mas passaria o governo para Ronaldo Lessa até tudo se resolver.
Ronaldo Lessa convidou a população a comparecer a visita que o ex-presidente Lula fará a Maceió na tarde desta quinta-feira (13), onde ocorrerá uma caminhada com apoiadores às 16 horas. Em entrevista recente, Lula defendeu o direito de defesa de Dantas, afastado do governo por ordem judicial, e reforçou seu apoio. “Eu espero que as pessoas que foram acusadas tenham direito a recorrer à Suprema Corte e que a Suprema Corte se manifeste a tempo de disputar as eleições”, afirmou o ex-presidente.
