
Presídio do Agreste fica em Girau do Ponciano, interior de Alagoas — Foto: Jorge Santos
Um relatório elaborado sobre a fuga de 12 presos no Presídio do Agreste de Alagoas, em Girau do Pociano, no último domingo, revela que a ausência dos presos só foi percebida mais de três horas depois do ocorrido. A Promotoria de Execuções Penais informou nesta terça-feira (2) que os funcionários que estavam de plantão na noite da fuga foram afastados e serão investigados.
Segundo o relatório, os presos começaram a passar pelas grades às 18h05. Depois minutos depois, eles pularam a cerca do presídio e fugiram pelo mato, mas a ausência deles só foi notada às 21h20, quando os homens não apareceram para tomar medicações.
O presidente do Sindicato dos Policias Penais de Alagoas, Victor Leite, disse que os fugitivos fazem parte de uma facção criminoso e podem ter tido facilitação.
"São presos que são faccionados, inclusive, um deles participou de um atentado contra o filho de um deputado estadual, que hoje é deputado federal. Não são presos envolvidos em pequenos crimes. São presos perigosos com poder de articulação e poder financeiro para agir e executar uma fuga tão bem planejada quanto essa", disse.
Para a Promotoria de Execuções Penais, uma das falhas que contribuiu para a fuga foi a falta de monitoramento.
"Neste momento, foram afastados os funcionários que estavam no monitoramento. Foram todos afastados. Foi aberto procedimento administrativo para apurar responsabilidades e condutas", disse o promotor de Execuções Penais, Luiz Vasconcelos.
De acordo com a polícia, os presos usaram uma lâmina de babear para serrar uma barra de ferro em poucas horas.
