


O split payment, sistema que fará a separação automática dos impostos no momento da compra, começará a ser implantado em 2027 e é considerado um dos principais pilares da Reforma Tributária. Embora o governo afirme que a medida simplificará a arrecadação, empresários demonstram preocupação com os efeitos sobre o fluxo de caixa das empresas.
Segundo o Ministério da Fazenda, a plataforma será cerca de 170 vezes maior que o Pix, processando aproximadamente 70 bilhões de documentos fiscais por ano. O governo investiu R$ 2 bilhões no desenvolvimento do sistema, que direcionará automaticamente os tributos para os cofres públicos, sem que os valores passem pelo caixa das empresas.
A principal crítica ao modelo é que os empresários deixarão de contar temporariamente com os recursos destinados ao pagamento de impostos, hoje utilizados para capital de giro, pagamento de fornecedores, salários, aluguel e outras despesas. Especialistas alertam que empresas com margens apertadas poderão enfrentar dificuldades financeiras e até recorrer a empréstimos para manter as operações.
O governo, por outro lado, sustenta que o novo sistema reduzirá a burocracia, diminuirá a sonegação e oferecerá mais segurança jurídica. A implantação terá início em 2027, com transição gradual até 2033, quando o novo modelo tributário estará totalmente em vigor.
