
Os dados apurados no dia 14 de abril revelarm que o município de Satuba, na região metropolitana de Maceió, teve o melhor indicativo, com 66,2% de isolamento. A cidade alagoana que menos respeitou a orientação dos órgãos de saúde foi Ouro Branco, no Alto Sertão, com apenas 41,3% de pessoas.
Segundo o ´boletim dessa quarta-feira, divulgado pela Sesau, o estado tem 83 casos confirmados da covid-19, e 5 mortos. Desses 3 casos confirmados, 76 residem no Estado, sendo 67 em Maceió e nove no interior, uma vez que Porto Real do Colégio, Palmeira dos Índios, Satuba e Boca da Mata têm um caso cada um, seguidos por Rio Largo com dois e Marechal Deodoro com três. As outras sete pessoas que testaram positivo para a Covid-19 em Alagoas, residem no Rio de Janeiro (2), em Brasília (2) e em São Paulo (3).
Outras cidades aparecem no gráfico com bons índices. É o caso de Igreja Nova, Limoeiro de Anadia, Jequiá da Praia, Jundiá, Estrela de Alagoas, Água Branca, Feira Grande, Rio Largo e Pindoba. Todas com mais de 57% de adesão da população.
Já os municípios de Porto Calvo, Arapiraca, Olho D'Água das Flores, Mar Vermelho, Santana do Ipanema, Boca da Mata, Pão de Açúcar, União dos Palmares e Palmeira dos Índios estão com o indicativo inferior a 46%.

Ranking mostra as cidades onde os alagoanos respeitam mais o isolamento social
A pior cidade foi Ouro Branco, com 41,30%, seguida de Porto Calvo com 41,80%, Arapiraca 43%, Olho D'água das Flores 43,20%, Mar Vermelho 43,30%, Santana 43,90%, Boca da Mata 44,10%, Pão de Açúcar 45%, União dos Palmares 45,10% e Palmeira dos Índios com 45,20%.
A Melhor cidade foi Satuba, com 66,20%, seguida por Pindoba com 62,80%, Rio Largo 60,10%, Feira Grande 59,60%, Água Branca 58,90%, Estrela de Alagoas 58,40%, Jundiá com 57,80% Jequiá da Praia 57,80%, Limoeiro de Anadia 57,80% e Igreja Nova com 57,30%.
O presidente da Sociedade de Medicina de Alagoas, Fernando Gomes, e o oncologista Marcos Davi alertam que se a população negligenciar o isolamento social em Alagoas, o número de casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, vai crescer exponencialmente e provocar o colapso do sistema hospitalar. Para os médicos, o distanciamento permanece como a única e a mais eficaz estratégia para barrar o avanço da doença.
“Se houver relaxamento para menos de 70% da população, teremos colapso no sistema de saúde rapidamente, uma terrível calamidade pública”, alertou o médico Marcos Davi.
