Quem era vereador que morreu após ter o corpo incendiado por gasolina

Rádio Sampaio com Metrópoles
Publicado 06/06/2026
Divulgação/PCPR; Reprodução

 

João Luiz Pinheiro Francisco, de 45 anos, era vereador de Guaraqueçaba, município localizado no litoral do Paraná. Filiado ao PSDB, ele exercia mandato na Câmara Municipal desde 2024. O parlamentar morreu na quinta-feira (5/6), após passar 39 dias internado em estado grave.

Ele estava hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Londrina desde o dia 28 de abril, quando foi atacado por um homem que despejou combustível sobre seu corpo e ateou fogo. João Luiz sofreu queimaduras em cerca de 75% do corpo.

Além da vida pública, João Luiz era empresário e mantinha um estabelecimento na ilha. Foi justamente em frente ao comércio que ele foi surpreendido pelo agressor.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito se aproxima do vereador, despeja um líquido inflamável sobre ele e provoca o incêndio.

Nas gravações, também é possível ver duas pessoas que estavam próximas correndo para tentar socorrer o vereador.

Até então, o suspeito havia sido indiciado pela Polícia Civil do Paraná por tentativa de homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a morte do vereador, a investigação poderá ser modificada.

O sepultamento ocorreu neste sábado (7/6), no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Paranaguá (PR). 

Relembre

O ataque ocorreu em 26 de abril. De acordo com as investigações da PCPR, o crime foi planejado pelo autor, um homem de 49 anos, que foi preso em flagrante pela PM logo após a ação.

Como divulgado anteriormente pela coluna, o investigado alegou ter cometido o ataque por causa de um suposto ato praticado pela vítima contra sua filha. No entanto, a versão foi descartada pela polícia após a apuração dos fatos.

Segundo a investigação, a motivação real estaria relacionada a um conflito envolvendo o uso de uma embarcação na Ilha das Peças. Segundo a polícia, o barco era deixado de forma irregular na faixa de areia da comunidade, o que gerava reclamações de moradores e havia motivado a atuação do vereador na tentativa de intermediar a situação.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o suspeito já demonstrava insatisfação com João Luiz e que, no dia do crime, foi visto circulando diversas vezes nas proximidades antes de executar o ataque.

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