Queda de avião na Rússia deixa 10 mortos; Avião é de fabricação brasileira e entre os mortos está desafeto de Putin

Foto: Ostorozhno Novosti/Divulgação/Reuters

A Rússia afirmou que dez pessoas morreram depois que um jato executivo caiu perto de Moscou nesta quarta-feira (23). O líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, estava no voo, segundo a agência russa de aviação, a Rosaviatsia. Fabricada pela Embraer, a aeronave tinha decolado de Moscou em ia a São Petesburgo, mas caiu na cidade de Tver.

A bordo, estavam sete passageiros e três membros da tripulação. A Rosaviatsia publicou os nomes e disse que todos estavam no voo "de acordo com a companhia aérea". De acordo com a Tass, a agência de aviação da Rússia, a Rosaviatsia, abriu uma investigação sobre a queda. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do Brasil publicou uma nota na qual afirma que tem direito a participar da investigação porque a Embraer, a empresa do avião, é brasileira.

A agência russa de aviação confirmou que não só Prigozhin, mas também o braço direito dele, Dmitry Utkin, estava no voo. Na mídia russa afirma-se que os dois teriam participado de um encontro com oficiais do Ministério de Defesa da Rússia antes do avião decolar.

Quem era o líder do grupo Wagner

Prigozhin, de 62 anos, era líder de um exército particular que atuou em diversas guerras, inclusive na atual invasão do território ucraniano pela Rússia. Linha auxiliar das forças russas, o Wagner, inicialmente, era um grupo formado por combatentes experientes. No entanto, a guerra foi se prolongando e Prigizhin começou a recrutar pessoas sem treinamento, especialmente detentos das prisões russas.

Os integrantes do Wagner chegaram a assumir o controle da cidade de Rostov-on-Don, no sul da Rússia, e derrubaram vários helicópteros militares russos. Os mercenários chegaram a avançar em direção a Moscou, ação considerada "traição" pelo presidente Vladimir Putin.

A revolta terminou com um acordo no qual o governo russo afirmou que, para evitar derramamento de sangue, Prigozhin e alguns de seus combatentes deveriam seguir em direção a Belarus. Se isso ocorresse, o líder não seria processado por rebelião armada.

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