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Quase 300 mortos: junho foi o mês mais mortal para civis na Ucrânia desde o início da guerra

Rádio Sampaio com G1
Publicado 14/07/2026
Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia

A ONU registrou em junho o maior número mensal de mortes de civis na Ucrânia desde abril de 2022, mais de quatro anos depois do início da invasão russa, segundo relatório publicado nesta terça-feira (14).

De acordo com a missão de monitoramento de direitos humanos da ONU na Ucrânia, pelo menos 293 ucranianos morreram e 1.990 ficaram feridos em meio à intensificação dos ataques russos.

Segundo o relatório, 45% das vítimas estão relacionadas a mísseis e drones de longo alcance, em bombardeios que atingiram sobretudo cidades afastadas da linha de frente, como a capital Kiev e Dnipro.

Dados mostram "o uso cada vez mais frequente de armas potentes que são especialmente letais quando utilizadas em áreas urbanas densamente povoadas", destacou Danielle Bell, representante da agência da ONU.

Nos últimos meses, a Rússia intensificou os ataques, em particular com mísseis balísticos que as defesas ucranianas quase não conseguem interceptar, por falta de munições antiaéreas suficientes.

Ataque russo à Ucrânia

Na madrugada desta terça, a Rússia seguiu seus bombardeios. Lançou uma série de drones e mísseis balísticos contra Kiev no quinto ataque desse tipo contra a capital ucraniana em julho.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques causaram danos a 16 locais na capital, incluindo uma escola e uma empresa, enquanto autoridades municipais relataram vários incêndios por toda a cidade.

A Rússia também atacou infraestruturas essenciais no centro e no sul da Ucrânia, disse Zelensky, acrescentando que os ataques feriram sete pessoas na região de Kharkiv, no leste do país, e três na região de Chernihiv, no norte.

“Ontem à noite, os russos lançaram 135 drones e 10 mísseis de vários tipos, a maioria deles balísticos, contra nossas cidades e comunidades. É preciso exercer maior pressão sobre a Rússia”, declarou Zelenskiy em uma postagem no X, pedindo aos aliados europeus que aprovem seu mais recente pacote de sanções contra a Rússia ainda esta semana.

A Força Aérea da Ucrânia informou que as unidades de defesa aérea abateram cinco dos oito mísseis balísticos que a Rússia disparou e 108 dos 135 drones.

Ucrânia atacou embarcações

Em resposta aos ataques, a Ucrânia também intensificou seus ataques com drones dentro da Rússia, visando instalações de produção de armas e instalações petrolíferas, na tentativa de reduzir a capacidade econômica da Rússia de prosseguir com a guerra.

Nesta terça, autoridades russas relataram um incêndio na refinaria de petróleo de Afipsky, na região de Krasnodar, no sul da Rússia, e a queda de destroços de drones em uma área industrial em Salavat, na região dos Urais, no Bashkortostão.

A usina petroquímica de Salavat foi um dos alvos e teve seu funcionamento interrompido. Segundo o governador local, no entanto, as principais unidades não foram danificadas e a instalação deve voltar a funcionar em alguns dias.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, também acusou a Ucrânia de atacar navios mercantes no Mar de Azov e no Mar Negro, em atos que classificou como "terroristas".

"O que o regime ucraniano está fazendo vai além da pirataria. Os piratas, pelo menos, saqueiam e ficam com os despojos para si. Mas aqui, não beneficia nem a eles nem a ninguém mais – o objetivo é simplesmente causar danos e intimidar. É terrorismo, puro e simples", disse Lavrov.

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