
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação dos vetos — Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Deputados do PT apresentaram um projeto de lei que propõe reduzir a jornada de trabalho para 36 horas semanais, limitadas aos dias úteis — de segunda a sexta-feira — e sem corte de salário. A proposta é assinada por 68 parlamentares da bancada petista e estabelece mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com impacto direto em jornadas, horas extras, plantões e direitos de categorias específicas.
O texto determina que a jornada diária máxima seja de oito horas, “desde que não seja fixado expressamente outro limite inferior por lei específica, por convenção ou acordo coletivo de trabalho”. Na prática, o projeto elimina a exigência legal de trabalho aos sábados para a maioria dos trabalhadores. Segundo a justificativa, a intenção é extinguir a chamada “jornada 6×1” e assegurar ao trabalhador o direito ao fim de semana livre.
Entre os principais pontos da proposta está a contagem do tempo de deslocamento como parte da jornada. Pelo texto, o tempo gasto pelo trabalhador até o local de trabalho e para o retorno será contabilizado como hora trabalhada nos casos de “local de difícil acesso ou não servido por transporte público” ou quando houver “incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular”.
O projeto também prevê restrições à realização de horas extras. Gestantes a partir do sexto mês de gravidez e lactantes até seis meses após o parto ficam proibidas de realizar jornada suplementar. Além disso, se a empresa mantiver a prática de horas extras por mais de seis meses consecutivos, deverá contratar novos funcionários “em número proporcional ao número de horas suplementares realizadas”.
