Segundo o governo, as operações de batidas e deportações continuarão, independentemente das manifestações. “O ICE continuará aplicando a lei”, afirmou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, em publicação nas redes sociais na terça-feira (10).
Também ontem, manifestações ocorreram em Nova York, Atlanta e Chicago. Em Chicago, manifestantes chegaram a subir na escultura de Picasso, localizada na Daley Plaza, e pediram a abolição do ICE, que intensificou suas ações na cidade desde sexta-feira passada.
Detidos em manifestações
- Em Nova York, mais de 80 pessoas foram detidas durante os protestos que ocorreram entre a noite de terça e a manhã de quarta-feira, na Foley Square, no sul de Manhattan.
- Na Filadélfia, cerca de 150 pessoas marcharam do Centro de Detenção Federal até a sede do ICE. Alguns manifestantes bloquearam vias com bicicletas e desobedeceram ordens de dispersão. Quinze pessoas foram presas, sendo uma por agressão agravada a um policial. Dois agentes e duas mulheres detidas sofreram ferimentos leves.
- Em São Francisco, cerca de 200 pessoas protestaram em frente ao tribunal de imigração. Nos dias anteriores, milhares já haviam se manifestado, resultando em mais de 150 prisões e relatos de vandalismo.
- Em Seattle, cerca de 50 pessoas se reuniram em frente ao tribunal de imigração com cartazes e tambores, entoando frases como “Libertem todos” e “Abolir o ICE”. Patinetes foram colocados nas entradas do prédio antes da chegada da polícia.
- Em Chicago, além de pedirem o fim das ações de imigração, os manifestantes protestaram contra a presença militar na Califórnia. O número de participantes cresceu e chegou a cerca de mil pessoas até o fim da noite de terça.
Outras manifestações foram registradas em cidades como Denver, Santa Ana, Santo Antônio, Austin, Dallas, Boston e Washington, D.C.


