Promotor pede prisão preventiva dos acusados de assassinar empresário de Olho D’Água das Flores

Promotor pede prisão preventiva dos acusados de assassinar empresário de Olho D’Água das Flores

O promotor de Justiça Kleytionne Pereira Sousa requereu, neste sábado (27), a prisão preventiva dos acusado de assassinar o empresário Gilmário Alencar dos Santos. A dupla, identificada como Bruno Barbosa Vilar e José Henrique Queiroz Barbosa, foi presa após uma investigação da Polícia Civil.

Para justificar o pedido de conversão da prisão em flagrante em preventiva, o promotor de Justiça Kleytionne Pereira Sousa classificou o ilícito penal como “barbaridade”: “Inicialmente, cumpre registrar o quão bárbaro foi o crime cometido e o quão fútil e torpe foram os motivos que levaram os flagrados a praticá-lo”, disse ele, ao se referir a prática criminosa, uma vez que os próprios autores confessaram o assassinato e contaram à polícia os detalhes do fato.

Kleytionne Pereira Sousa também argumentou a necessidade da manutenção da ordem pública no pedido de prisão preventiva. “É importante lembrar que para a decretação da prisão preventiva de uma pessoa deve ser observada, no caso concreto, a existência dos pressupostos autorizadores da medida cautelar, que nada mais são que a prova da existência do crime mais os indícios suficientes de autoria, demonstrados nos presentes autos. E, além desses pressupostos, deve estar presente também uma das fundamentações descritas no artigo 312 do CPP, capazes de justificar a segregação cautelar, quais sejam: garantia da ordem pública, da ordem econômica, conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal. Nesta hipótese em questão, a garantia da ordem pública justifica a excepcional decretação da prisão preventiva dos flagrados, posto que existem nos autos elementos concretos indicativos acerca da periculosidade das suas condutas, associadas à gravidade do delito cometido, no qual os suspeitos foram preso em circunstâncias de flagrante”, detalhou

O caso

O empresário de Olho D’Água das Flores, Gilmário Alencar, que estava desaparecido desde a última quarta-feira (24), foi encontrado morto com o corpo totalmente carbonizado. Três suspeitos do crime foram presos e outro morreu durante um confronto com a polícia. Ele era dono de uma funerária em Olho D’Água das Flores.

O delegado da Deic, Gustavo Xavier, informou que o crime foi planejado pelo proprietário de um lava jato, que teve ajuda do genro e de dois funcionários. O dono lava jato e o genro deviam à vítima R$ 10 mil e R$ 8 mil, respectivamente. Gilmário vinha cobrando a ambos o pagamento das dívidas. A intenção inicial do grupo era sequestrar a vítima e pedir um resgate à família.

Ainda segundo a polícia, no dia 24 de fevereiro, Gilmário foi rendido no lava jato por um dos funcionários do estabelecimento, que estava armado com uma espingarda calibre 12. O empresário foi morto por estrangulamento momentos após ter sido rendido e o corpo foi levado para dentro do escritório do local. Ele teria ido ao lava jato para fazer um serviço no veículo e cobrar o pagamento da dívida.

Com o empresário morto, os criminosos planejavam manter o plano inicial e pedir um resgate a família, mas desistiram da ideia, ao perceberem que a polícia já estava investigando o caso. Eles enviaram uma mensagem para os familiares, pelo celular de Gilmário, pedindo que a polícia não fosse acionada.

“Eles mataram para roubar a vítima, inclusive pediam o pagamento de um resgate, o que não progrediu, por perceberam que a polícia estava diligenciando. Não sabemos se o empresário estava com quantia em dinheiro no momento em que foi abordado”, disse o delegado Gustavo Xavier.

O veículo do empresário, uma Hilux SW4, foi levado para Arapiraca e abandonado em um posto de combustíveis, com o intuito de simular um sequestro e confundir a polícia. Após deixar o carro da vítima, o dono do lava jato foi e o genro voltaram para Olho D’Água das Flores em outro automóvel.


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