


Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas depois que projéteis foram disparados do Líbano em direção a Majdal Shams, nas Colinas de Golã, neste sábado (27), segundo autoridades israelenses.
“Há pouco tempo, sirenes soaram na área de Majdal Shams. Um projétil foi identificado atravessando o Líbano em direção à área. Um acerto foi identificado na área. Foram relatados ferimentos”, disseram as Forças de Defesa de Israel (FDI), acrescentando que “aproximadamente 30 projéteis foram identificados cruzando do Líbano para o território israelense”.
As FDI culparam o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, pelo ataque, que disse ter ferido vários civis, incluindo crianças.
No entanto, o Hezbollah disse que “nega veementemente” ter feito isso.
Um porta-voz do Magen David Adom (MDA), o serviço nacional de emergências médicas de Israel, disse que cinco pessoas estão em estado crítico e seis em estado grave em Majdal Shams, de acordo com relatórios iniciais.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi atualizado sobre a situação e está realizando uma consulta de segurança com seu secretário militar, general Roman Gofman, informou seu gabinete em comunicado. O gabinete acrescentou que realizaria uma avaliação da situação de segurança com todos os chefes do sistema de defesa ainda neste sábado.
Uma grande equipe do MDA foi enviada ao local. Os paramédicos estão tratando de vítimas que dizem ter entre 10 e 20 anos de idade.
Negativa
O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã – que tem estado envolvido num número crescente de ataques na fronteira com Israel nos últimos meses – negou ter disparado os projéteis.
“A Resistência Islâmica no Líbano nega firmemente as alegações feitas por alguns meios de comunicação inimigos e várias plataformas de mídia sobre o ataque a Majdal Shams”, disse num canal Telegram neste sábado.
“Confirmamos que a Resistência Islâmica não tem qualquer ligação com o incidente e nega firmemente todas as falsas alegações a este respeito”, continua o comunicado.