Primeiro caso de variante indiana do coronavírus é confirmado no Rio de Janeiro

Primeiro caso de variante indiana do coronavírus é confirmado em morador do Rio

O morador de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que testou positivo para Covid-19 após retornar de uma viagem a trabalho da Índia está sendo monitorado pela secretaria Estadual de Saúde em um hotel na cidade do Rio de Janeiro.

Ainda não há identificação se o homem se contaminou com uma variante já existente no Brasil ou se está com a chamada cepa indiana, a B.1.617. O material já foi coletado e encaminhado para análise.

De acordo com as secretarias municipal e estadual de Saúde, ele foi encaminhado para um hotel na capital nesta segunda-feira (24). Segundo a Prefeitura de Campos, a transferência para o hotel foi a pedido da empresa para a qual trabalha.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que coletou material do trabalhador na manhã de segunda-feira. A amostra foi encaminhada para laboratório de vírus respiratório da Fiocruz para realização do sequenciamento.

Ainda segundo o município, outros dois trabalhadores que o acompanhavam, também moradores de Campos, já realizaram exames e testaram negativo para a doença. Eles estão sendo monitorados pela equipe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs/Campos) e ficarão em isolamento domiciliar nos próximos sete dias.

Encaminhado de volta à capital

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o homem chegou no sábado (22) no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo e fez um teste. Antes mesmo de saber o resultado, ele fez um voo doméstico para o Rio de Janeiro, onde passou a noite em um hotel. O resultado do exame PCR deu positivo.

No domingo (23), ele foi de carro para Campos, no Norte do estado. A SES-RJ informou ao município sobre o caso e a secretaria municipal disse que passou a monitorar o paciente. Na segunda (24), ele voltou para a cidade do Rio de Janeiro para cumprir isolamento em um hotel a pedido da empresa para a qual presta serviços, segundo a Prefeitura de Campos.

A Anvisa informou que atua nos pontos de entrada do Brasil, que são aeroportos internacionais, portos e fronteiras terrestres. O órgão disse que, quando o passageiro brasileiro passou pelos controles da Anvisa ao ingressar em Guarulhos, ele possuía PCR negativo realizado nas ultimas 72h, conforme determinado pela Portaria 653 /2021. Ou seja, a positivação foi posterior, já em solo brasileiro.

A nota diz ainda que a governabilidade da Anvisa termina quando o passageiro deixa o aeroporto. Neste caso, o deslocamento intermunicipal de residência para outro local de quarentena, como hotéis com protocolos Covid, é de governabilidade do Cievs.


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