Prefeitos da Bahia propõem teto de R$ 700 mil para cachês no São João e artistas podem ficar fora da programação

Por: Rádio Sampaio
 / Publicado em 06/02/2026

Fotos: Janine Moraes/MinC

Um consenso firmado entre prefeitos baianos durante encontro da União dos Municípios da Bahia (UPB), realizado nesta quarta-feira (4), propõe o estabelecimento de um teto de R$ 700 mil para a contratação de bandas e artistas nos festejos juninos do estado. Caso a medida seja efetivamente aplicada, alguns nomes de destaque da música nacional poderão ficar de fora das programações do São João deste ano na Bahia.

Foi realizado um levantamento, com base em dados do Portal da Transparência do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) referentes a 2025, que aponta ao menos 12 artistas que receberam cachês acima do valor sugerido. Entre eles estão Wesley Safadão, que cobrou R$ 1,1 milhão, além de Jorge e Mateus e Nattan, ambos com cachês de R$ 900 mil. Também aparecem na lista nomes como Ivete Sangalo e Alok, com R$ 750 mil cada.

A iniciativa dos gestores municipais tem como objetivo conter gastos considerados excessivos com atrações musicais e reforçar a responsabilidade no uso dos recursos públicos, sem comprometer a tradição do São João, uma das maiores manifestações culturais da Bahia. O entendimento prevê ainda que artistas que se apresentaram no ano anterior só poderão ter reajustes limitados à inflação. Além disso, os gastos de 2026 não poderão ultrapassar os valores de 2025 corrigidos pelo índice inflacionário, regra que também deverá ser seguida em parcerias público-privadas.

Entre os prefeitos que aderiram ao consenso estão gestores de municípios tradicionalmente conhecidos pelos festejos juninos, como Cruz das Almas, Senhor do Bonfim, Serrinha, Santo Antônio de Jesus, Jequié e Conceição da Feira.

A decisão ocorre após reiteradas reclamações de prefeitos sobre os valores cobrados por artistas nos últimos anos. A proposta será levada ao Ministério Público da Bahia, responsável pela fiscalização do uso dos recursos públicos destinados aos cachês das festas juninas.

Em 2025, os gastos totais das prefeituras baianas com a contratação de bandas chegaram a R$ 614 milhões. Ao todo, foram contratados 2.851 artistas para mais de 6 mil apresentações. A maior parte dos recursos foi de origem municipal, somando R$ 494 milhões, enquanto o estado contribuiu com R$ 83,5 milhões e a União com R$ 16,1 milhões.

No ranking dos municípios que mais investiram nos festejos juninos no ano passado, Cruz das Almas liderou com R$ 10,56 milhões, seguido por Jequié, com R$ 10,21 milhões, e Conceição do Jacuípe, com R$ 9,75 milhões.

Paralelamente, está prevista uma reunião entre forrozeiros e a direção da UPB, com a presença do presidente da entidade, Wilson Cardoso (PSB), prefeito de Andaraí. O encontro deve discutir uma proposta de valorização dos artistas, incluindo a possibilidade de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que priorize especialmente os músicos baianos.

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