
Veículo sendo abastecido em posto de combustível — Foto: Marcello Casal Jr
Os preços da gasolina e do óleo diesel devem aumentar mais até o final deste ano, em decorrência do movimento que ocorre no cenário geopolítico, como as restrições na oferta de petróleo e o aumento na demanda. Na terça-feira (5), a Rússia e a Arábia Saudita anunciaram a manutenção dos cortes de produção de petróleo, reduzindo e cortando a quantidade de barris.
O barril de petróleo é um dos principais componentes para formação dos preços dos combustíveis. Com o aperto na oferta, o preço do produto sobe. Na última quarta-feira (6), o barril do tipo Brent, que é referência internacional, atingiu um valor de US$ 90,60, na maior cotação desde novembro. Em junho, o valor estava em US$ 71,80, sendo considerado o mais baixo do ano.
Demanda global deve aumentar
A demanda global por petróleo deve se estabilizar ou crescer, a depender de como a China se comporta. Segundo o sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, a economia chinesa tem crescido, mas não o tanto que o mercado esperava. Com isso, além de outros fatores, a previsão é que o barril esteja custando US$ 100 até o final de 2023, sendo esse cenário o menos provável.
Aumento do óleo diesel
Além dos fatores externos, os problemas internos do Brasil podem colaborar para que os preços sejam elevados. Na última semana, o diesel ultrapassou R$ 6, enquanto o preço médio da gasolina ficou em R$ 5,87.
