


A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito sobre as mortes dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, assassinados em 20 de maio, em Delmiro Gouveia, e indiciou o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho por duplo homicídio qualificado. O resultado da investigação foi apresentado nesta quarta-feira (17), durante coletiva na Delegacia Geral, em Maceió.
Segundo a comissão especial responsável pelo caso, foram ouvidas 18 pessoas, incluindo quatro testemunhas oculares que confirmaram que Gildate efetuou dois disparos dentro da viatura onde estavam as vítimas. Após o crime, ele teria deixado o local a pé e permanece preso preventivamente desde o dia dos fatos.
As investigações apontaram que os três policiais passaram horas consumindo bebidas alcoólicas em uma choperia na cidade de Piranhas antes do crime. Funcionários do estabelecimento informaram que não houve discussão ou desentendimento entre eles durante o encontro.
De acordo com a Polícia Civil, exames toxicológicos descartaram o uso de substâncias ilícitas ou medicamentos controlados pelos envolvidos. Os exames de alcoolemia indicaram altos níveis de álcool no organismo das vítimas. O teste realizado em Gildate deu negativo, mas foi feito cerca de 12 horas após o crime. Testemunhas e imagens, segundo a investigação, confirmam que ele apresentava sinais de embriaguez.
A perícia nos celulares também descartou a hipótese de premeditação, já que não foram encontradas mensagens de ameaça ou registros de conflitos entre os colegas. Apesar das provas reunidas, a motivação do crime permanece indefinida. Em novos depoimentos, Gildate manteve a versão de que sofreu um "apagão" provocado pelo consumo excessivo de álcool e afirmou não se lembrar do momento dos disparos.

