A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta quinta-feira (21) uma operação contra fraude milionária no sistema bancário e ocultação de patrimônio envolvendo os donos da Camisaria Colombo e outras pessoas. Duas pessoas foram presas até a última atualização desta reportagem.
O grupo criminoso, formado por pelo menos sete pessoas, é investigado pelos crimes de furto mediante fraude e fraude contra credores. Segundo a polícia, eles exploraram uma falha em um sistema de pagamentos para gerar créditos falsos.
A Justiça decretou quatro mandados de prisão temporária. Foram detidos:
Os alvos dos outros mandados são o irmão de Álvaro, Paulo Jabur Maluf, também proprietário da rede varejista de moda masculina, e Mauricio Miwa, funcionário da empresa de gestão de valores. Eles ainda não foram localizados.
Além das prisões, a Justiça também autorizou o cumprimento de mais 12 mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista, Birigui e Avaré, cidades do interior do estado, e Brasília.
Os outros investigados são pessoas beneficiadas pelos valores que foram transferidos da conta da empresa BS Capital.
A equipe de reportagem tenta contato com as defesas dos alvos da operação para comentarem o assunto.
O advogado Victor Waguil Nasralla, que defende Álvaro, informou que "somente teve ciência da presente investigação na data de hoje. Até o momento, contudo, não lhe foi franqueado o acesso integral aos autos, o que inviabiliza qualquer manifestação mais aprofundada sobre o caso. Não obstante, todas as medidas cabíveis já estão sendo adotadas a fim de garantir o pleno exercício do direito de defesa".
Mais de 20 policiais da Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo participam da operação.
"Esse esquema perdurou por algum tempo, tendo como vítima a instituição financeira. Ela detectou desvios, eventuais desvios nas operações ali... com determinado cliente, que é a empresa Colombo. E aí veio nos procurar. Procurou a Divisão de Crimes Cibernéticos e iniciou-se a investigação", falou à TV Globo o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/d/s/63NqYIR3O9DS2n4jGteQ/colombo.jpg)
Camisaria Colombo — Foto: Reprodução/Shopping Gurarapes
As investigações começaram em dezembro após uma denúncia formalizada pela instituição financeira PagSeguro, que apontou um furto milionário por meio de fraude tecnológica.
De acordo com a polícia, os investigados exploraram uma vulnerabilidade no sistema de pagamentos para criar créditos inexistentes e movimentar os valores em várias contas bancárias.
O grupo conseguiu transferir cerca de R$ 21 milhões para uma conta da BS Capital. Desse total, R$ 9 milhões foram transferidos entre os dias 1º e 21 de outubro do ano passado.
A Camisaria Colombo foi fundada em 1917, em São Paulo, e se consolidou como uma das maiores varejistas de moda masculina do país. A rede vende ternos, camisas, gravatas e outros itens de vestuário, com lojas em shoppings e centros comerciais.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Y/Q/wIF0IRSUKZKICAkfO63A/predio-alvo.jpg)
Polícia Civil de São Paulo faz operação contra donos da Camisaria Colombo — Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/l/E/mj6f0zSwukvJHR8AxYAg/whatsapp-image-2025-08-21-at-07.39.47.jpeg)
Endereço ligado a Paulo Jabur Maluf, um dos alvos da 'Operação Fractal' da Polícia Civil de São Paulo — Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP
