Polícia indicia homem que matou passageiro de ônibus durante briga por máscara em Maceió

Polícia indicia homem que matou passageiro de ônibus durante briga por máscara em Maceió

A Polícia Civil indiciou por homicídio qualificado por motivo fútil o homem que confessou ter matado um passageiro de ônibus em Maceió durante uma briga pelo uso de máscara de proteção contra Covid. O inquérito policial foi enviado à Justiça nesta segunda-feira (6). Felipe Cristiano da Silva, de 42 anos, está preso desde o dia em que cometeu o crime.

Na manhã do dia 29 de novembro, Felipe Cristiano matou a facadas o gari Renilson Freire de Souza, de 38 anos. Felipe disse aos policias que o prenderam e repetiu na audiência de custódia que cometeu o homicídio porque foi agredido, empurrado e humilhado por não usar máscara.

Testemunhas do crime contaram à Polícia Militar que Renilson tentou retirar Felipe Cristiano do coletivo, que subiu sem máscara de proteção e sem pagar a passagem, quando a briga começou.

O exame cadavérico apontou que a arma branca utilizada no crime provocou um ferimento no braço e na axila e outros dois ferimentos na região do tórax, sendo um mais superficial e o segundo que provocou a morte da vítima.

Quando decretou a prisão preventiva, a Justiça disse: O investigado, diante deste juízo, não demonstrou nenhum tipo de arrependimento, bem como explicitou, de forma expressa, de que praticaria novamente o delito. Narrou o flagrado que ao subir no ônibus, foi agredido, empurrado e humilhado por não usar a máscara protetora. Relatou que portava uma sacola contendo latas amassadas. Frisou que após ser humilhado pela vítima, foi derrubado da escadaria do ônibus, suas coisas caíram ao chão, em razão disso, tomado de fúria, pegou a faca que portava e desferiu diversos golpes na vítima. Sustentou a narrativa sem qualquer tipo de arrependimento. Dizendo, ainda, que faria novamente”.

No dia em que cometeu o crime, Felipe Cristiano fugiu, mas foi preso na tarde do mesmo dia na Praça Bonfim, no bairro do Poço, em Maceió. Agora que ele foi indiciado, o Ministério Público Estadual (MP-AL) vai decidir se faz ou não a denúncia à Justiça.


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